12 Agosto 2005
Trapiche Gamboa
Novidade deliciosa para mim, a casa foi inaugurada em fins de 2004, em um dos bairros de nascimento do samba, e transborda de charme do início ao fim da noite.
Com pé direito altíssimo e internamente devassado, ao entrar a gente se sente engolido por um outro mundo, uma espécie de micro-cidade cenográfica que lembra uma Santa Tereza embelezada, um cortiço festivo ou uma qualquer-coisa bela que tira o chão da gente.
Regados à Dom Cândido (R$ 24,00), tivemos a oportunidade de ouvir a performance do Gafieira da Lua - com Eduardo Galloti - que nunca deixa a desejar.
O charme do lugar fica ainda mais acentuado pela beleza das moças que, simpaticamente, são só sorrisos e vontade de se divertir na extensa pista de dança.
Os músicos, aliás, se dispõem diante da pista, sentados à volta de uma mesa em estilo colonial e brincando com os velhos amigos que, invariavelmente sentam perto deles para prestigiar os arautos de tantas noitadas maravilhosas.
Em termos do vil metal, ao contrário do que se poderia imaginar, a casa é até bem barata. São R$ 10,00 de entrada e cada garrafa de Brahma ou Skol custa razoáveis R$ 4,00. A capirinha de pitanga e as cachaças mineiras são bastante procuradas e os petiscos vão das tradicionais “fritas” aos pastéis e filés aperitivos.
O caldinho de feijão é bom de não querer mais parar de beber e o clima é envolvente demais, mesmo para aqueles que nunca freqüentaram lugares de Samba e Chorinho.
As mesas são confortáveis, os garçons educados e atenciosos, a freqüência não podia ser melhor, a decoração uma gracinha, a música sensacional. Até mesmo os banheiros são muito bem cuidados.
Vale aparecer por lá para dar uma olhada!





O Gallotti é sempre insuperável. Este cara é sensacional… Acompanho há muitos anos.