BrunoAccioly

25 Setembro 2007

Estão usando o Processamento do seu Cérebro

setiinstitute.gifFaz tempo… e não é só graças aos computadores. Cada coisa que fazemos, cada comportamento que assumimos acaba por alimentar alguma pesquisa feita em algum lugar e vai ajudar alguém a fazer um bando de outras pessoas gastar mais nisso ou naquilo.

Não é uma onda nova nem nada! Na verdade, é uma forma de pensar e de aproveitar a capacidade da massa humana de trabalhar para si mesma (ou para terceiros).

setiathome2.gifFaz algum tempo o SETI - Search for Extra Terrestrial Inteligence - lançou um programinha chamado SETI@Home, que você instala na sua máquina para que ela, quando ociosa, ajude na análise da colossal quantidade de dados que o array de antenas do SETI jogam nos bancos de dados há tantos anos.

stanford.gif
O mesmo acontece com um programa chamado Folding@Home, desenvolvido pela Universidade de Stanford, para que, instalado em seu computador, ajude na criação da cura de doenças como Alzheimer’s, Vaca Louca (BSE), CJD, ALS, Huntington, Parkinson e vários tipos de Câncer, bem como síndromes relacionadas ao Câncer.

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Aproveita-se assim os computadores do mundo todo, que estão ligados em rede para, voluntariamente, solucionarem problemas humanos.

Mas não é só com máquinas que dá pra fazer isso.

palm.jpgA Palm, por exemplo, criou o seu PDA já contando com a capacidade de memória e o poder de processamento do cérebro de seus usuários. Ao invés de gastar rios de dinheiro no desenvolvimento de um sistema caríssimo que entendesse a escrita humana a empresa preferiu criar um alfabeto fixo que restringisse a necessidade de processamento contando com o fato de que seus usuários seriam capazes de lembrar de tal alfabeto.

Parece um uso bem discreto do nosso cérebro, mas quem já usou um Palm tem encruado lá na memória aquele maldito alfabeto denominado Graffiti - isso se não pensarmos no inferno que foi quando saiu uma nova versão do Graffiti.

palmgraffiti.gifPois bem… Como Google escreve certo por linhas tortas, resolveu também dar uma de espertinho e usar do Seu tempo, da sua capacidade de análise de padrões, dos seus olhos e do seu cérebro, para tornar seus sistemas ainda melhores e para nos atender melhor.

Trata-se do Google Image Labeler, e funciona assim… Você entra em um site e o Google te coloca “frente-a-frente” com um outro usuário que esteja nessa mesma página. Por um período de dois minutos, será exibido, para você e o outro usuário, o mesmo conjunto de imagens, na mesma ordem. Será necessário que, a cada imagem exibida, ambos os “jogadores” forneçam “rótulos”, descrições, que sejam representativas daquela determinada imagem. Quando o seu “rótulo” coincidir com o do outro usuário, vocês angariam pontos, dependendo de quão específicas são as descriçoes.

googleimagelabeler.gifAo fim dos dois minutos você tem a “oportunidade” de ver de onde eram as tais imagens e de ver quantos pontos fez naquela seção de “jogo”.

1984logo.gifO objetivo? O objetivo é que, quando você busque uma imagem, o Google seja mais competente em encontrar algo representativo daquilo que você quer.

Brilhante, simples, auto-sustentável - um tanto maquiavélico e perverso de algum jeito que fica até difícil de explicarOu será que essas coisas são todas preocupações de dinossauros? - e é mais um reflexo destes tempos Webedoispontozerístas que vivemos.

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