Da figura tola, que era eu, sobra menos...
eu vou sempre achar bastante o que não sou...
entretanto sempre tento, em nossos termos,
crescer o que é preciso, de onde estou.
Se é pouco... mais desculpas eu te peço...
d’alto-d’uma pequenez, que ainda é minha
e rogo que acredite – se avizinha! –
o tal devir de mim qu’inda não sou.
Eu lembro d’uma certa esperança -
d’uma insistência quase impertinente -
qu’eu tinha em te dizer que, em criança,
tu foste feita para ser “a gente”.
Recordo o sentimento de encontro,
de ter voltado ao lar que me esperava.
Te lembro o que já disse de outra feita:
que era em ti que um eu-melhor morava.
24 de Outubro de 2007
Bruno Accioly