novembro 10, 2007

Poesia Menor

Da figura tola, que era eu, sobra menos...
eu vou sempre achar bastante o que não sou...
entretanto sempre tento, em nossos termos,
crescer o que é preciso, de onde estou.

Se é pouco... mais desculpas eu te peço...
d’alto-d’uma pequenez, que ainda é minha
e rogo que acredite – se avizinha! –
o tal devir de mim qu’inda não sou.

Eu lembro d’uma certa esperança -
d’uma insistência quase impertinente -
qu’eu tinha em te dizer que, em criança,
tu foste feita para ser “a gente”.

Recordo o sentimento de encontro,
de ter voltado ao lar que me esperava.
Te lembro o que já disse de outra feita:
que era em ti que um eu-melhor morava.

24 de Outubro de 2007

Bruno Accioly

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Categoria: Poesia