"Sensatez versus Relatividade"
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A relatividade moral dos dias de hoje colocada diante de uma lente crítica.
Após uma longa fase de Ceticismo Científico Mecaniscista, algumas das perguntas que não calavam acabaram por me fazer procurar outras disciplinas, que fossem mais adequadas para ajudar-me a responder a tais questões.
A Filosofia, em conjunto com um ferramental que comecei a desenvolver em meados de 1992, provocou profundas mudanças na minha forma de perceber as coisas.
Este é um dos primeiros textos que escrevi acerca destas questões e que resgatei recentemente
Sensatez versus Relatividade
Sensatez, segundo muitos, é um conceito relativo, seja lá o que isso quer dizer.
Parece conveniente que a cultura humana nos tenha colocado em posição de achar tudo tão relativo e intangível de forma que nos fosse impossível discorrer a respeito. É como se fôssemos eternos agnósticos no que se refere a qualquer conceito minimamente complexo.
Não Saber é Sensato. Longe de mim dizer que não. Mas Não Querer Saber não tem nada de racional.
É perigoso Não Querer Saber. Perigoso para você, para os outros e para a sobrevivência de nossa cultura e ideais. É, entretanto, conveniente e desejável para alguns grupos - organizados ou não - que façamos confusão entre Não Saber e Não Querer Saber.
O caminho para a compreensão desta questão e de sua importância inerente é longo e empedernido para alguns e breve e auspicioso para outros, como nossa experiência do mundo nos faz intuir.
A Doutrina Sensata oferece uma nova visão de mundo através da Sensatez, forçando a atenção para as beiradas da realidade e levando o neófito à zona limítrofe entre o que se quer acreditar que seja e o que realmente é.
A verdade inconfessável é que o Homem de hoje é um acomodado que usa de centenas de anos de programação e evolução da retórica do conformismo e da dialética do absurdo para justificar para si e para os demais sua passividade em um mundo supostamente complexo demais, injusto demais e, sobretudo, relativo demais.
Bruno Accioly