"Carol"
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O jovem que vê a menina no banco da condução e que passa a fazer dos dela os seus horários só para não se privar de vê-la.
Celebrando as paixões da juventude, escrevi esta poesia em um momento muito difícil e igualmente apaixonado.
Vale dizer que a menina da poesia tinha uns dez anos de idade e o rapaz uns dezesseis e que - ora, vejam - a história é real.
Lembro-me que a poesia me confortou bastante então, me sugerindo a impermanência de sentimentos e de tudo que em dado momento tomamos como importante
Carol
Recordo que à flor da idade, contava com a hora finda,
deixava passar aos montes os carros da condução...
Em cima da hora certa, entrava na jardineira,
fazia uma breve prece e apertava o meu coração.
Sequer eu olhava a rua, os carros e as pessoas,
ficava eu ali no aguardo... esperando minha visão.
Te olhava sem dizer nada,
platônico, te espiava pelos flancos,
sonhava ver seus olhos, seu sorriso,
e não te proteger por trás dos bancos.
Teu pejo de menina muito nova...
...e eu ali mudo em covardia...
“Se os bancos da vida não atrapalham
eu não escondia a galhardia”.
Ingenuidade fútil de menino,
confiante na beleza dessa história...
a jovem vira moça... a paixão?...
se perde no horizonte da memória.
Bruno Accioly
=0)
Lindo!
All is great guys, but I belive vortelucius is much better.
Publicado por: Kamurangous em novembro 22, 2005 09:40 PM