julho 20, 2005

"Nano"

Como uma criatura totalmente diferente de nós pensa e sente? Quais os limites da natureza do ser? Um nano-robô é um autômato molecular extremamente simples, entretanto, há drama em qualquer evento, por menor que seja - basta sabermos olhar com os olhos certos.

Mais um conto experimental. Eu simplesmente adoro escrever fora das margens! É instigante e delicioso, sobretudo porque eu não preciso escrever para viver!

Projeto este conto desde 1999, se não me engano, mas não consegui escrevê-lo antes de 2003. Acabei escrevendo em umas cinco horas - e revisando umas quinhentas vezes depois disso.

O maior desafio, aqui, foi dar vida a algo que não pensa ou que, por outra, "pensa" se utilizando de muito menos sinapses.

Nano - PDF
28 de Julho de 2003

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (996)
Categoria: Contos

abril 13, 2005

"A noite e as fábulas"

A vida fácil pode ser bem mais difícil que a infância difícil que leva à ela. Monstros estão em todo lugar...

Este conto foi experimental em sua essência. Foi preciso conversar com algumas pessoas que passaram por experiências traumáticas e outras que vivem o dia-a-dia de uma profissão bem complicada.

Fazer pesquisa foi necessário (exercitem sua imaginação na direção que quiserem) e, talvez por isso, fontes confiáveis, depois de ler, pediram cópia, afirmando que por várias vezes se sentiam como a personagem descrita.

Sugiro apenas que tirem as crianças da sala quando forem ler...

A noite e as fábulas - PDF
16 de Novembro de 1996

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos

março 28, 2005

"Desta vez é diferente..."

Diante de um horizonte escarlate, longe da mãe Terra, dois amigos discutem acerca da preservação da vida, das coisas e de tudo que existe... enquanto o mundo não para de mudar.

É difícil, para mim, falar acerca deste conto.

Não se trata de só mais um conto, mas de algo que me incomodou já desde os meus quinze anos.

Qual a relação que devemos estabelecer com nosso meio?

A resposta, aqui, é menos importante que a própria pergunta.

Há uma linha tênue entre a imprudência e a crença incondicional em qualquer doutrina filosófica.

Posso dizer o que este conto não é: ele não é uma apologia a forma pela qual viemos usando a Ciência como mais uma arma política de manobra de massa.

Desta vez é diferente... - PDF
21 de Setembro de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Contos

março 01, 2005

"Crise de Identidade"

Aspectos morais e aspectos práticos se confundem na tecnologia de Teletransporte, enquanto a vida de um homem se degenera diante de quem acompanha sua jornada.

Percival Corianow representa a banalisação da tecnologia de ponta pelo tempo, nesta estória que tenta dar um panorama um pouco diferente acerca do Teletransporte.

A fábula em forma de diário, que escrevi rapidamente e sem pensar muito, é um belo reflexo do que eu já pensava acerca da possível extensão e natureza do Ser e da repercussão da tecnologia - apesar de, à época, ser eu um grande entusiasta de seu desenvolvimento.

Crise de Identidade - PDF
13 de Dezembro de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos

fevereiro 16, 2005

"Livre Arbítrio"

Brasil pós apocaliptico... o que fazer quando tudo o que você ama desaparece e todos os seus referenciais mudam completamente?

O interessante deste conto, em minha opinião, está o ferramental que ele trás dentro dele. Aqueles que gostam de identificar subtextos vão encontrar, provavelmente, noções platônico-socráticas ali escondidas.

Coincidência feliz inspirada por absolutamente todos os livros e filmes de ficção científica que eu havia lido até então.

Livre arbítrio é o conto mais elogiado que já fiz. Pessoalmente não acho o melhor, mas fazer o que?

Livre Arbítrio - PDF
27 de Junho de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos

fevereiro 03, 2005

"Valeu a pena?"

Em viagens espaciais relativísticas, nem mesmo todo o poder e velocidade dos motores garantem a falta de surpresas. Tão comum quanto possível, nas circunstâncias, o mais baixo cargo da Dædalus fica frente a frente com a futilidade e os limites do Homem e de suas máquinas maravilhosas.

Personagem comum nos filmes de ficção no século XXI, mas nem tanto à época em que escrevi o conto, o narrador tem um perfil com o qual o leitor pudesse se identificar com maior facilidade.

A "estética" e estilo deste conto influenciou profundamente o jogo de RPGRole Playing Game: Trata-se um jogo orientado a representação de papeis. A estória é idealizada por um administrador do jogo e as decisões dos jogadores afetam profundamente o andamento da estória. "Sistema: Sol", que foi jogado por cerca de dez jogadores ao longo de cinco anos, totalizando 120 aventuras.

Menos que me preocupar com o que é ou não previsível, concentrei-me no inevitável e na paródia intrínseca que é o valor que damos a suposta permanência das coisa.

Valeu a pena? - PDF
21 de Junho de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos

janeiro 31, 2005

"Pioneer 12"

Diante da competência humana na construção de complexos tecnológicos e na idealização de metodologias magnificamente engendradas, fica difícil acreditar que algo inesperado possa acontecer. A realidade, contudo, como disse Arthur C.Clarke, é muito mais estranha.

Este conto, escrito por mim no dia de meu aniversário, teve profunda influência de um filme adorável, lançado pela Dysney em 1979: "O Buraco Negro".

Mais tarde, em Junho de 1995, comecei a trabalhar no conceito de um universo de RPGRole Playing Game: Trata-se um jogo orientado a representação de papeis. A estória é idealizada por um administrador do jogo e as decisões dos jogadores afetam profundamente o andamento da estória. com o nome de Phœbe, extremamente complexo e que pretendo publicar por aqui.

À época meu estilo se caracterizava por detalhada descrição do ambiente em torno dos personagens e da tecnologia, o que acaba dando uma idéia do conforto quase que opressivo que identificava no futuro.

Pioneer 12 - PDF
21 de Junho de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos

janeiro 30, 2005

"Ponto de Vista"

A discussão filosófica de ex-namorados acerca da natureza da realidade é colocada em perspectiva neste conto de ficção científica que eu e Alexandre Maron pensamos em adaptar para a tela.

Já bem cedo, aos treze anos, quando estudava Inteligência Artificial por conta própria, eu havia identificado que, dada a dificuldade tecnológica em se construir peças, sensores e toda sorte de aparelhos, a melhor forma de agregar sentimento de corpo a uma máquina seria a criação de uma matriz (!!!) tridimensional em memória que contivesse representações tridimensionais do mundo real.

Eu e Alexandre Maron conversávamos muito acerca de modelos tridimensionais dentro do computador, na época, e não havia um conceito formal de Realidade Virtual. Meu irmão, Paulo Albuquerque, inclusive, foi o primeiro a falar de CyberSpace para mim, numa torrente entusiasmada de frases que nem explicavam muito bem o que era, mas que já parecia muito interessante.

Tanto eu quanto Maron escrevemos muitos contos acerca do tema, que eu denominava Realidade Artificial e que ele, pioneiro, já chamava de Realidade Virtual.

Foi em um antigo programa da Mtv, chamado Buzz, que ouvimos o termo pela primeira vez.

O conto a seguir foi escrito após uma discussão que de fato aconteceu, com uma ex-namorada chamada Ana Cláudia, e que defendia com unhas e dentes a idéia de que a discussão acerca de Realidade Virtual ou mesmo da natureza da realidade, era sacrílega e irrelevante, uma espécie de torre de babel tecnológica.

"Ponto de Vista" - PDF
03 de Setembro de 1990

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Contos