novembro 10, 2007

Poesia Menor

Da figura tola, que era eu, sobra menos...
eu vou sempre achar bastante o que não sou...
entretanto sempre tento, em nossos termos,
crescer o que é preciso, de onde estou.

Se é pouco... mais desculpas eu te peço...
d’alto-d’uma pequenez, que ainda é minha
e rogo que acredite – se avizinha! –
o tal devir de mim qu’inda não sou.

Eu lembro d’uma certa esperança -
d’uma insistência quase impertinente -
qu’eu tinha em te dizer que, em criança,
tu foste feita para ser “a gente”.

Recordo o sentimento de encontro,
de ter voltado ao lar que me esperava.
Te lembro o que já disse de outra feita:
que era em ti que um eu-melhor morava.

24 de Outubro de 2007

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Poesia

julho 05, 2006

"Indiferença Permanente"

Há momentos em que a dor dos outros se transforma na nossa dor... daí atacamos Deus e o mundo como podemos.

Leia por sua conta e risco...

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Poesia

abril 21, 2006

"O Fundo do Quintal"

Não é incomum nos perdermos de nós mesmos diante de decepções. O curioso é que nos conformamos, não em culpar a nós mesmos, mas em punir cada um dos dias que virão com uma sentença triste de não mais acreditar em ninguém.

Injusto com o outro, injusto com nós mesmos e sem condição de impôr conseqüências a quem de direito, não raro nos tornamos o que não queríamos ser e a isso nos sentimos condenados.

É possível, contudo, que alguém se acerque de nós para resgatar-nos do prescipício de nós mesmos e, relutantes e rabugentos, façamos de tudo para que essa pessoa de boa vontade desista de seu intento.

Sobre isso discorre a poesia... ou pelo menos era essa minha intenção.

Mas sempre pode ser só uma história de fundo de quintal...

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Poesia

agosto 18, 2005

"Teu Presente"

A nossa relação com as coisas do mundo desde a infância, passando pela adolescência e em marcha até a vida adulta, vai de singela e indiferente até profunda e cheia de significado. Passamos a associá-las a momentos e pessoas importantes, colecionando a oferta de vales, montanhas e tudo mais que existe, às pessoas mais importantes de nossas vidas.

Com a perda que se segue a cada um destes momentos perdemos um pedaço do mundo que compreendemos...

Cada uma das gentes que nos leva um tanto do que vimos e com o que nos acostumamos é mais uma estrela no céu ou mesmo um astro mais proeminente.

Essa peça foi escrita em um desses momentos de perda - quase sempre também um momento de reflexão e de viagem em direção a novos horizontes.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (3)
Categoria: Poesia

julho 20, 2005

"Menos que nada"

Ao andar por entre as colinas, de repente algo acontece e elas não são mais meras colinas. Passamos a ver cores em um mundo que antes achávamos ser cinza. Por mais que o caminho empreendido a partir daí seja mais agradável e belo, ainda assim as colinas não nos deixam ver o horizonte. Tudo pode acontecer, e nem sempre acontece o que se quer.

O tempo vai passando e vamos criando todo um jeito de ser que, nem sempre, é o melhor agasalho em dias de frio.

Esta poesia é um olhar resignado para o que me cerca, mas a alegoria aqui descrita, creio, é universal, e descreve o caminho de entusiasmo, paixão, esperança e morte.

Não sei se alguém perde tempo vindo aqui nesta parte do site, mas acho que sempre vale a pena entrar na cabeça das pessoas pra descobrir como elas vêem o mundo.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (11)
Categoria: Poesia

abril 14, 2005

"Antecanto"

Há coisas que é preciso fazer e viver antes que a oportunidade passe. Dar o primeiro passo pra dentro da água é um choque, mas vale a pena só pra não se arrepender de não tê-lo feito.

A poesia hipócrita me aborrece, daí escrever o que eu sinto. Qualquer coisa diferente disso é perda de tempo.

Antecanto: substantivo masculino
1. Rubrica: música.
estribilho repetido no início de cada copla
2. Rubrica: versificação.
verso que se repete no início de várias estrofes de um poema

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Poesia

março 01, 2005

"Incandescente"

Sentimentos dormentes e a iminente ressurgência vêm à tona nessa alegoria inquieta e lúbrica.

Para mim há uma beleza toda peculiar no rubro das brasas numa lareira, que se permitem queimar na pouco auspiciosa ausência de combustível ou chama.

Há tanto sentimento e poesia na espera perseverante e paciente do que antes queimara com tanto vigor, que não pude deixar de ver na natureza morta o fulgor da aspiração viva.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Poesia

fevereiro 16, 2005

"Carol"

O jovem que vê a menina no banco da condução e que passa a fazer dos dela os seus horários só para não se privar de vê-la.

Celebrando as paixões da juventude, escrevi esta poesia em um momento muito difícil e igualmente apaixonado.

Vale dizer que a menina da poesia tinha uns dez anos de idade e o rapaz uns dezesseis e que - ora, vejam - a história é real.

Lembro-me que a poesia me confortou bastante então, me sugerindo a impermanência de sentimentos e de tudo que em dado momento tomamos como importante

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Poesia

fevereiro 10, 2005

"A Sombra e o Aeroplano"

A delícia do amor platônico que só o amante perseverante compreende, a despeito de toda a descrença dos que dele riem ou têm pena.

A idéia, na verdade, veio do filme "O Horizonte Perdido", onde um breve comentário é proferido por um dos personagens, logo no início do filme.

Robert Conway, o personagem vivido por Ronal Colman, em certo ponto, descreve como a sombra do avião em que estão sobe montanhas e se afasta para vales abaixo, sempre, no entanto, voltando a tocar os trens de pouso quando este aterrissa.

Tema constante e rico, me delicio ao explorar cada ângulo dessa dor que, com o tempo, vira experiência.

Conjugando o tema ao absurdo comovente da forma que as crianças vêem as coisas e as relações entre elas, resolvi pegar o bloquinho e rabiscar essa poesia singela.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Poesia

janeiro 31, 2005

"O Homem e a Lua"

Para além do pessimismo e do otimismo e de qualquer outra postura tendenciosa, resignar-se no fato de que as coisas são como elas são ao invés de como gostaríamos que elas fossem, pode ser muito especial

De longe uma das coisas mais belas que já escrevi, esta poesia vai, em movimentos pendulares, da lágrima ao sorriso.

A falta de rigor métrico acaba ficando em segundo plano, creio, quando a forma de expressão é tão franca.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Poesia

janeiro 30, 2005

"Amargo Nitrir"

A inspiração dista quase sempre do que imagina o leitor. Por vezes memórias, por vezes o que se vê e se escreve... no fim, o que importa para o leitor é sua leitura do que ali está.

Lúbrica, a poesia ganha na força das imagens que desvela para o leitor enquanto o embala no ondular das rimas.

Singela mas bem humorada, aprecio a poesia que escrevo em minutos... parece mais real

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Poesia

"Urbe"

Isto foi escrito no intervalo de uma reunião de trabalho na belíssima - a seu modo - mas por vezes opressiva cidade de São Paulo.

Muito do que escrevo, em termos de poesia, pode ser encarado como uma forma pessimismo. Discordo profundamente desta noção, embora compreenda plenamente o porquê de já ter ouvido isso tantas vezes.

Seja como for, posso garantir que nas entrelinhas do texto há muito mais que o que é meramente óbvio.

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Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Poesia