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janeiro 10, 2006

“Quem Somos Nós?”

«Praia de Grumari | Principal | Minduim»



...foi a tradução escolhida para o título do inusitado “What the Bleep do We Know?”, que se escondeu dos espectadores nos cinemas do Grupo Estação.

Contando com Físicos, Psiquiatras, Médicos, Teólogos, Bioquímicos e representantes Holísticos, “Quem Somos Nós?” remete a uma narrativa incomum – embora não inédita – que mistura ficção e documentário.

Narrando um intervalo importante na vida de uma mulher, cujo cinismo e amargura arrogante a fazem protótipo representativo de nosso tempo, o documentário segue sustentando os motivos de nossas aflições e ansiedades.

Passando pela nossa incapacidade de assumir responsabilidade por nossos atos através do breve drama, é denunciada nossa tendência em transformar nossos defeitos em virtudes, fazendo uso de um eficiente e conveniente conjunto de mecanismos de auto-indulgência.

Em meio a narrativa ficcional acerca das frustrações daquele protótipo de nós mesmos, o documentário segue pelo caminho mais difícil, justificando suas críticas através da Mecânica Quântica e de suas implicações, das mais singelas às mais grandiloqüentes.

Notável pela sua sensibilidade quanto ao momento histórico em que até mesmo a astrologia, espiritismo e religião buscam aprovação e comprovação de sua fé nas entrelinhas do Método, Comunidade e Conclusões Científicas, o filme enfileira depoimentos inesperados acerca da natureza do Real e dos efeitos do observador sobre a forma como ela se apresenta.

Seja expressão de uma tendência científica marcada pela elegância das teorias ou a manifestação factual de como as coisas de fato são, o filme sustenta, posteriormente, no universo da Bioquímica, para explorar uma noção moderna a controversa. A de que comportamento e a rotina humanas são um conjunto de vícios em substâncias geradas pelos circuitos neurais facilitados ao longo de cada uma das atitudes que perpetuamos.

Opinativo em questões polêmicas como Religião e Moral, o documentário não tem medo de propor soluções para os dilemas e questões existenciais de nosso tempo ancorando-se no que sustenta das quatro camadas que propõe para o Ser: Subatômica, Bioquímica, Celular e Cognitiva.

Tratando o corpo como um exo-esqueleto do Ser – que não tenta distinguir ou definir – o filme não se furta a argumentar em favor de práticas que remetem às que são levadas a cabo há mais de três mil anos no Oriente e no “Velho Mundo”.

À luz disso o filme sugere que o pensamento é uma dimensão tão mensurável quanto o Espaço e o Tempo; e colocando que, ao aprender a manejar as rédeas do pensamento, o observador cria e interfere na realidade a sua volta.

Expressão de uma insistente cultura Pós-NewAge ou não, o documentário é um claro sintoma da existência de um movimento intelectual multi-disciplinar e ecumênico que bem pode moldar o panorama ideológico deste Século.

Vale a pena assistir mais de uma vez e guardar na prateleira como um tratado acerca de como ter uma atitude positiva e cheia de significado diante de um mundo onde o significado vem sendo banido.

E vale a pena esperar pela continuação - “What the Bleep do We Know? - Down the Rabbit Hole” - que está prometida para lançamento em Fevereiro de 2006 nos EUA.


Bruno Accioly


Categoria: Cinema Independente

Legal o texto! E nem estava ligado no "Down the rabbit hole", que não é exatamente um novo filme, mas um director's cut. Puxa... MAIS 1:30 de entrevistas, MAIS animação e cenas novas, acho que vai ficar gigantesco... eu já achava o filme original um pouco cansativo por causa das animações... tomara que ele diminua a parte da festa.

Publicado por: Acid em janeiro 19, 2006 02:20 PM



Oi querido... Por onde andas?? Sumiu =0(

Publicado por: Carol em fevereiro 20, 2006 10:42 PM



Uma merda não saber o que fazer... Pior ainda é não ter o que fazer. Bom, vou pensar muito em você. Em você bem, forte... É o que posso fazer, meu amigo. Adoo você.

Publicado por: Carol em março 1, 2006 10:46 AM



Meninos, eu vi!
E sabe de uma coisa? LOUCO...uma pessoa fala gato e a outra sapato. O que absorvi é que nem tudo é o que vemos, nem tudo o que sentimos é, e nem tudo o que é vemos, ou não. O fato é que tudo, aquém e além, é abstração .

Publicado por: Priscilla Xavier em março 2, 2006 10:23 AM



Uma salada de pseudo-ciência que presta um des-favor às pessoas que assistem.

Só serve pra desinformar quem busca informação e para encher ainda mais de minhoca a cabeça de quem vive num mundo de fantasia e acredita em qualquer coisa.

Totalmente dispensável.

Publicado por: Fabricio Braga em março 6, 2006 04:58 PM



A sua é um visão.

Você considera Mecânica Quântica uma pseudo-ciência, considera esta interpretação da Mecânica Quântica como uma pseudo-ciência, o filme como uma obra pseudo-científica ou o que?

E mais... algo só se qualifica como certo se for científico?
Ser filosoficamente correto não basta?
Filosofia é bobagem?
Mecânica Quântica é Ciência ou Filosofia?

Não precisa responder a nenhuma destas perguntas... se quiser pode adotar uma idéia determinista.
No filme, uma das seis interpretações científicas da Mecânica Quântica é adotada.
Existem outras cinco.

Seja como for, talvez exista mais coisas entre o Céu e a Terra do que sonha sua vã escola filosófica científica.

Desqualificar algo com palavras duras é fácil... sobretudo se a gente acredita que algo ser "pseudo-científico" é ruim.

Não sei em quanto se sabe por aí das seis interpretações da M.Q., mas sei que qualquer das seis interpretações é válida como modelo Filosófico.

Se alguém quiser um embate a esse respeito, vamos lá!

Abraço,
Bruno Accioly

Publicado por: Bruno Accioly em março 6, 2006 09:10 PM



Oh brumno! Tá a ver primo, agora é que ficou bobinho mesmo....! è que eu julgava que isto não era p'ra todo mundo ficar a ver!!!
´Mas já tá, já tÁ!!!!

Publicado por: ana em março 18, 2006 08:43 AM



Eu hein...
:-|

Publicado por: Bruno Accioly em março 26, 2006 03:50 AM



Para quem tiver visto o filme e se interessar em discutir o assunto, vale a pena entrar na página:
http://www.sagadoktrino.com.br/bleep/

Bruno Accioly

Publicado por: Bruno Accioly em abril 6, 2006 04:50 PM




Vale a pena ver o filme. Embora carregado com opiniões pessoais de seus comentarístas, em sua maior parte desenvolve modelos e teorias filosóficas facilmente identificáveis. Que a realidade não é idêntica à maneira como a concebemos, e ainda que nossas projeções acerca da realidade, formadas por nossas experiências, determinam nossa maneira de vê-la, são alguns dos exemplos trabalhados no filme. Show! Givaldo M

Publicado por: Givaldo Matos em agosto 4, 2006 12:25 PM




Em tempo: outro filme show é waking life, que já tem legenda em português, e pode ser baixado via torrent. Cunho filosófica, que parte de perspectivas específicas, mas muito bom. Givaldo M

Publicado por: Givaldo M em agosto 4, 2006 12:29 PM



filme

Publicado por: Adriana em agosto 21, 2006 08:01 PM



wilsonninja informaçoese e onde comprar.

Publicado por: wilson em setembro 15, 2006 09:23 AM



Há pessoas como o Fabrício que falam muito em "realidade", mas na verdade morrem de medo de encarar os fatos, estes sim reais, de não saber quem é, de onde veio, para onde vai. Fatos estes que tanto a ciência quanto a religião estão longe de explicar.

Desta forma estas pessoas preferem fugir desta realidade, apoiando-se numa ciência que está ultrapassada há mais de um século, desde as primeiras descobertas quanticas. Ou então apoiando-se em uma religião que promete a vida eterna. É preciso abrir os olhos para ver que a ciência não é e nunca será dona da verdade, e está sempre mudando. O mesmo vale para o misticismo. Mas a Verdade, esta sim é uma só, e é papel de cada um fazer uma investigação pessoal da Verdade.

Fanáticos são aqueles que aceitam as coisas de forma cega, sem investigação, e sim, existem fanáticos tanto na religião, quanto na ciência. E estes sim, meu caro Fabricio, são os "acreditam em qualquer coisa", inclusive as fantasias egoístas que o mundo (TVs, radios, livros, governos, internet, etc) tenta colocar em suas cabeças.

Acredito que é preciso abrir a mente, ter discernimento, estar aberto a novas idéias e investigar a fundo, antes de emitir um pré-conceito de uma forma totalmente sem base racional.

Abraços,
Henrique

Publicado por: Henrique em setembro 21, 2006 02:36 PM



Filme Quem somos nós.

Me passa um e-mail qdo puder, dizendo se recebeu.

Publicado por: Daia em novembro 7, 2006 01:04 PM



Brunovizk,

Acabei de assistir
What the #$*! Ďө ωΣ (k)πow!? !?: Down the Rabbit Hole.

Sei que estou um pouco atrasado no post, mas não resisti. Talvez essa minha negligência salutar consiga aplicar uma interferência temporal nos conceitos anteriormente criados, evitando o reducionismo tão natural...
Cada pedaço do holograma é uma exata representação do todo.

Para quem gostou do filme, e gostaria de conhecer a visão mais oriental do assunto, vale a leitura de:

CHI KUNG (QIGONG) - Wong Kiew Kit
CHI (Energia Vital) - Michael Page
TAO - O curso do Rio - Alan Watts

Abraço

Publicado por: Gart em maio 13, 2007 11:35 PM



PS. Gostei bastante do filmentário!

Publicado por: Gart em maio 13, 2007 11:40 PM




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