agosto 28, 2004

A fruta não cai longe da árvore

Depois de tanto tempo trabalhando na frente de uma máquina a gente acaba se esquecendo de como é difícil fazer uma simples apresentação diante de um público de cem pessoas.

Felizmente tudo correu muito bem e eu e um dos diretores da empresa acabamos montando um show a parte e muito especial, simpático e não tão egocêntrico quanto se poderia esperar de uma empresa de serviços.

Foi bom, após a apresentação, perceber que algumas pessoas realmente viram algo de novo no que Fernando Vogt prometia em termos de Integração (EAI) e eu complementava com Engenharia de Usabilidade. Na última, até mesmo a relação entre uma e outra coisa ficou mais clara para o cliente - e até para nós mesmos.

Muito melhor foi perceber que a sensibilidade do pessoal de marketing da Intersystems, que resolveu chamar Luciana Mello para cantar seus hits de sucesso para um público que, embora pequeno e acanhado, ficou muito animado com sua presença.

Em determinado momento eu e Cristiano Dias ficamos nos perguntando, pessimistas, se era aquilo que a menina queria para a vida e para a carreira dela: tocar para um público não necessariamente interessado sob contrato fechado com uma empresa sem nenhuma afinidade intrínseca com a música ou a cultura.

Complexo, né? Pois é... essa gente pseudo-intelectual é assim, chatinha e pedante : )

Tudo foi esquecido e não houve mais qualquer espaço para comentários culturalmente engajados ou existencialmente interessantes após a menina no palco dizer: "Meu pai que me ajude aqui no palco então". Que surpresa!

A galera dançou que se acabou e sentimos falta de todos que não vieram e que sabíamos que iam adorar estar vendo aquilo, como o Rodrigo Cabral, a Patricia Mirra, a Vânia, a Adriana Moraes e a Danuza Calixto, que estavam engajados em outros projetos e empreendimentos.

Simpático como sempre, Jair Rodrigues se acabava no palco, com ajuda da filha, fazendo todo seu Misancene e, eventualmente, descendo do palco para dançar com o público.

A menina canta muito, como não podia deixar de ser... e a sensação foi muito boa em ver pai e filha ali, cantando juntos. De muitas formas isso como que acentuou a noção de que, por mais frio que seja todo o mundo corporativo, as relações de coleguismo, amizade, paixão e amor podem florescer e sobreviver ao processo, ao dia a dia, no fazendo de frutos de uma árvore que dá uma sombra gostosa e acolhedora.

Dá vontade de não cair longe dessa árvore, e de ter os colegas incidentais, as amizades conquistadas e as paixões contraídas, sempre perto, sempre presentes.

Postado por baccioly em 04:18 PM | Comentários (0)

agosto 27, 2004

There is no SPA

Eis que me encontro, a trabalho, no Guarujá.

Belíssimo hotel/SPA, horizontalizado, diferente, pé direito altíssimo, evento magnificamente engendrado pela Intersystems para divulgar seu banco de dados Caché e seu ferramental de EAI, o Ensemble.

Tudo lindo! O único problema é que, embora a piscina de água quente seja super convidativa e toda a infra do hotel, ligada ao entretenimento, seja impressionante, tenho tanto pra fazer e tantas palestras para assistir que não dá pra aproveitar lá muita coisa não.

Verdade seja dita, no entanto. A Intersystems foi extremamente sensível ao surpreender a seus convidados com a convincente maquiagem que fez em um dos salões do hotel. O botequim fake por eles arquitetado tinha cachaça na prateleira, mesinhas de madeira, toalhas quadriculadas e um trio que tocou e cantou música brasileira da melhor qualidade até uma da manhã de ontem.

Ponto pros gringos e para o pessoal de marketing da Intersystems Brasil.

Mais simpático do que a idéia do botequim encravado no meio do SPA de luxo só a figura de Paul Grabscheid posando de dono-do-boteco e varando a noite sem deixar a peteca cair, obviamente apreciando a música e a presença do que ele mesmo já chamou várias vezes de "sua família".

Uma vez que ontem tive pouca oportunidade de ficar para apreciar a música e o evento, espero que, hoje, dê para aproveitar um pouco mais.

Postado por baccioly em 05:24 PM | Comentários (0)

agosto 24, 2004

Dell D600 Laptop

"É a burrice estampada em todas as cores, em todos sabores" (Tom Zé)

É meu primeiro Laptop, ok. A gente nunca esquece... especialmente quando é um Dell D600, topo de linha de uma das mais promissoras e presunçosas empresas de hardware com fábrica no Brasil.

Uma vez que viajo bastante a trabalho, a empresa fez um contrato de comodato comigo deixando essa poderosa maquineta com 1 GigaByte de memória e processador Pentium IV.

Até aí tudo bem... são só nomes de produtos e números cabalísticos.

Com seis meses de uso, mais ou menos, o saldo é que todas as cores das quatro máquinas identicas que adquirimos estão com problemas: o prateado da console, a interface infra-red, o dispositivo bluetooth e o próprio monitor de cristal líquido!

Isso pra não falar do erro de projeto que resultou em um descanso de teclado que literalmente cozinha a mão esquerda do usuário - sério!

A máquina é fantástica em termos do que está funcionando, admito. Muito rápida e tudo que se espera de um Pentium IV com 1Gb de memória usando Windows XP.

Mas o acabamento é péssimo, muito próximo daquele plástico usado nas caixinhas antigas de McLanche Feliz ou na console do TK-82c, e a "fuzelagem" do aparelho é cheia de pontinhas e reentrâncias doidas pra quebrar na sua mão se você não tomar extremo cuidado.

O máximo! A máquina é super modular e todas as peças que funcionam estão ao alcance com facilidade por mil e uma portas. Mas eu não preciso trocar o que está funcionando... nem o suporte técnico.

Para ter acesso ao dispositivo bluetooth e substituí-lo por um novo, o pobre-homem teve de desmontar a máquina toda, trocar a plaquinha, montar tudo de novo só para perceber, após ligar a máquina, que o bluetooth continuava sem funcionar.

Solução? Trocar a placa mãe de todas as máquinas D600, operação esta que a Dell não efetuou, como prometido, na manhã de hoje.

Vou deixar pra outro dia a reclamação quanto a cor das consoles - até porque eles já sabiam muito bem que prata sobre material preto não resiste ao suor do mais asseado dos mortais!

Se você gostou do link para o panfleto do TK-82c, deve gostar dos links abaixo.


Postado por baccioly em 11:26 AM | Comentários (5)

agosto 23, 2004

"Eu, Robô"

Pipocão que vale a pena e que foge aos padrões (baixos) de Hollywood

>Como ávido leitor de Asimov na minha adolescência, fiquei muito feliz quando ouvi falar que mais um filme fazendo alusão ao universo imaginado por ele estava saindo do forno. Fiquei dividido, contudo, quando tive a oportunidade de ver o trailer. Robôs pulando, quebrando tudo e atacando seres humanos!

Não é que nos contos e livros de Isaac Asimov isso nunca acontecesse, mas não soava muito asimoviano retratar robôs daquela forma. A sensação, basicamente, vinha do fato de Asimov não tratar robôs e seres humanos de um ponto de vista meramente maniqueísta.

Asimov, ao tratar das possibilidades da integração de robôs na sociedade humana, fazia-o com sensibilidade e imaginação, intencionalmente ou não ressaltando limites e atributos humanos no que concerne a sua tolerância e a sua capacidade de se relacionar consigo mesmo.

E o que dizer do filme que fui ver neste fim de semana? Em uma frase: Surpreendentemente bom!

Sério. Eu não esperava que o filme conseguisse unir a tendência à produtização do Cinema de hoje e a aderência às premissas do universo de Asimov e da própria adaptação cinematográfica.

A necessidade de atender um intervalo maior de demografias acabou não fazendo diferença quando o espectador nota que não estão tentando distraí-lo com os efeitos especiais, apenas usando-os para contar a história.

Acabou sendo uma adaptação bastante razoável do universo de Asimov e bastante inspiradora enquanto filme.

Se você discordou de tudo o que eu disse até aqui, saiba que eu gostei também de “O Homem Bicentenário”. Qualquer protesto é só dar uma sarcasmeada aí em baixo.

Postado por baccioly em 03:32 PM | Comentários (22)

agosto 22, 2004

Similaridade

Um dos "tremendos brunismos" do qual sou acusado

Tudo começou quando, aos quinze anos, no colégio, eu avistei separadamente três pessoas e, olhando para seus rostos, tirei a conclusão: "São irmãos!".

E não é que eu acertei?!

Venho fazendo isso há tanto tempo com pessoas, acontecimentos, conceitos que, por vezes, fica até difícil de alguém concordar comigo que alguém, algum lugar ou alguma coisa são, sob algum aspecto, semelhantes.

Pode até ser uma forma de loucura, admito, mas sabe aquele dom, aquele talento escondido, que você tem e que ninguém sabe ou nunca notou que você tem? Pois é... faço isso há tempo demais para não ter percebido que, por vezes, é bastante útil e me ajuda a chegar a conclusões muito interessantes.

Dá pra escrever um livro acerca disso, claro. Nem vou aqui começar a falar de como esse talento obscuro me ajudou a elaborar uma metafísica da Engenharia de Usabilidade ou a engendrar toda uma filosofia de vida baseada em tolerância... do contrário você largaria esse post às moscas.

Quem teve a oportunidade de assistir a série “Perdidos no Espaço” deve se lembrar de uma menininha que fazia o personagem Penny Robinson, que o dublador fazia toda questão de mencionar em voz alta nos créditos. Tratava-se de Angela Cartwright, uma verdadeira sensação na época.

Muitos e muitos anos depois, quando tive a oportunidade de ver “Alien – O 8º Passageiro” pela enésima vez, percebi que conhecia a atriz principal, e não era apenas de seu outro filme “Invasores de Corpos”! Aquele rosto, aqueles olhos, a estrutura óssea... minha cacholinha dodói entrou em curto quando a identifiquei como Angela Cartwright! Uma das girls next door dos anos sessenta! Penny Robinson! E fazendo “Alien”! Nada mais irônico e apropriado.

Angela
Veronica

Se as duas são a mesma pessoa? Não, não são. Eu errei... Elas são IRMÃS! A da esquerda é Angela Cartwright e a da direita é Verônica Cartwright. A da esquerda fez “Perdidos no Espaço” e “Noviça Rebelde”, enquanto a da direita fez “Alien” e “Os Pássaros”. Agora... veja a foto de ambas em “Noviça Rebelde” e em uma das séries dirigidas por Hitchcock.

Angela
Veronica

Como podem ver não sou assim tão louco - mas assumo... isso é um "brunismo" de marca maior!

Saber o nome dos atores - neste meu hobby - é o último recurso dos incompetentes, claro. Mas não fique assim tão assombrado. Eu também erro e, ontem mesmo, encasquetei que o Donald Pleasence (de "Fugindo do Inferno"), era parente do Brent Spiner (o Data de "Star Trek - Next Generation"). Vejam por si mesmos:

Donald Pleasence
Data
Brent Spiner

Para os ainda incrédulos acerca de Angela e Veronica Cartwright, eis uma foto de ambas na “Jupiter II”, de “Perdidos no Espaço”.

Angela
Veronica

Postado por baccioly em 10:32 AM | Comentários (1)

agosto 20, 2004

Cara de Shopping Center

Quando todo mundo acha que você é segurança ou praticante de luta livre é porque...

Ao andar no Botafogo Escada Shopping - como meu amigo Cristiano Dias tão carinhosamente o apelidou - percebo sempre que os passantes meio que se afastam de mim apressados nunca, entretanto, tendo entendido o porquê.

Quando esta semana o Cristiano Dias me aconselhou, enquanto fazia minha efígie no MyEmo, a escolher o par de olhos "tal" porque era o par de olhos que eu "faço no shopping", percebi a natureza do problema.

Veja... tenho 1,85, peso uns noventa e "poucos" quilos, calço quarenta e quatro, uso cavanhaque, raspo a cabeça com navalha e, ainda por cima, dada a miopia, fico o tempo todo forçando a vista - o que me deixa com aquele ameaçador aspecto Jacknicholsoniano.

 
1
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voltar à miopia

Para amenizar a situação, portanto, me decidi a resolver este problema o mais breve possível, adquirindo óculos novos. Paratanto, contudo, peço que me ajude a escolher um modelo de óculos - clicando nos números ao lado - e que deixe um comentário informando qual gostou mais.

Postado por baccioly em 12:37 PM | Comentários (5)

Eu sou você amanhã...

Como dizia o velho deitado: "O destino ao Google pertence"

Talvez mesmo quem me conheça muito não saiba o tamanho da minha ambição.

A quantidade de coisas que faço e pretendo fazer é colossal. De ensaios a poesias, de contos a livros, de filmes ao exercício da filosofia!

Tudo, claro, com a maior fé em mim mesmo que consigo ter, dosando presunção e auto-confiança da melhor forma possível.

Imagino se somos todos assim, ambiciosos para além da medida do razoável, otimistas presos nos corpos de cínicos desesperançosos.

Não sei você, mas volta e meia procuro meu nome junto a Deus - você sabe, o Google - na esperança de que mais um link esteja ali presente, que mais uma vez o Deus ex Machina que domina a Internet tenha se voltado para mim e percebido mais uma de minhas convulsões cognitivas.

Estupefato acabei encontrando meu nome relacionado a uma de minhas grandes ambições: fazer filmes independentes – assim, sabe? Como quem escreve um livro ou pinta um quadro.

Segundo o Google eu havia feito já mais de dez filmes e continuava dirigindo-os e publicando na Internet, tudo como sempre quis fazer!

Em um arroto de esperança, passou-me pela cabeça dodói, que era eu aquele ali e que, de algum modo, o Google cometera uma gafe e passara a acessar na web fatos que ainda estavam por ocorrer.

É... seria maravilhoso se fosse possível... acessar o Google e ter um encontro com o próprio futuro.

Antes que me passe pela cabeça colocar no papel essa historieta, tive a oportunidade de navegar até a AK Filmes – onde o Google foi achar meu destino – e descobri que o tal Bruno Accioly é até bastante prolífico e seus filmes, dadas todas as restrições técnicas e atores pouco capazes, faz até um bom trabalho (por favor não comparem com as produções de Hollywood, que hoje são sinônimo de Cinema).

Dêem um pulo no site do sujeito. Vale a pena. E um dia, quem sabe, meus links lá no “eu que fiz” vão levá-los a minhas modestas mas honestas produções.

Postado por baccioly em 08:56 AM | Comentários (10)