Um Macbeth interrompido, nos palcos do teatro, é pretexto para que Antônio Fagundes vire a mesa, denunciando o público sem pena enquanto conta um pouco da história do teatro, da realidade da televisão e da tristeza cabe nos sete minutos que nos restam.Foi escrito certa vez - e repetido milhões de vezes - que "a vida é uma sombra que passa, uma história idiota, cheia de som e de fúria, contada por um louco... significando... nada!"
Insuspespeito, nas prateleiras da Blockbuster mais próxima de você, está um filme brasileiro que denuncia o problema que é a capacidade do novo espectador, derrubando a suposta quarta parede que existe entre o ator de teatro e aquele que o assiste. O filme, sem deixar de tentar investir contra o muro que se contruiu, faz troça do "jeito que as coisas são" para que o espectador veja na arte mais que entretenimento.
"Sete Minutos", em um texto inicialmente leve e cômico passa, quase que desapercebido, pelo fato de que desde pequenos somos programados para engolir o que nos torna os consumidores ideais.
O protesto externado no monólogo magnífico e acusativo de Antônio Fagundes - que pode até ser óbvio para muitos mas nunca deve deixar de ser exaltado em praça pública - finca os dentes da verdade na carne do cinismo e da apatia que cobre este corpo que se larga na cadeira diante das TVs a Cabo da vida.
Comprei o DVD sem mesmo pensar muito a respeito - pois gosto muito de surpresas - mas, para os que gostam de mais certezas na vida, recomendo o aluguel.
Se fosse apenas pelo monólogo já valeria a pena, mas não é. Numa linguagem aparentemente "Sai de Baixo", desde o início, a peça filmada acaba por peregrinar pelo terreno da crítica com desenvoltura e charme.
"É verdade, nós vivemos em um país desacostumado ao ato de pensar.
Novidade deliciosa para mim, a casa foi inaugurada em fins de 2004, em um dos bairros de nascimento do samba, e transborda de charme do início ao fim da noite.Com pé direito altíssimo e internamente devassado, ao entrar a gente se sente engolido por um outro mundo, uma espécie de micro-cidade cenográfica que lembra uma Santa Tereza embelezada, um cortiço festivo ou uma qualquer-coisa bela que tira o chão da gente.
Regados à Dom Cândido (R$ 24,00), tivemos a oportunidade de ouvir a performance do Gafieira da Lua - com Eduardo Galloti - que nunca deixa a desejar.
O charme do lugar fica ainda mais acentuado pela beleza das moças que, simpaticamente, são só sorrisos e vontade de se divertir na extensa pista de dança.
Os músicos, aliás, se dispõem diante da pista, sentados à volta de uma mesa em estilo colonial e brincando com os velhos amigos que, invariavelmente sentam perto deles para prestigiar os arautos de tantas noitadas maravilhosas.
Em termos do vil metal, ao contrário do que se poderia imaginar, a casa é até bem barata. São R$ 10,00 de entrada e cada garrafa de Brahma ou Skol custa razoáveis R$ 4,00. A capirinha de pitanga e as cachaças mineiras são bastante procuradas e os petiscos vão das tradicionais "fritas" aos pastéis e filés aperitivos.
O caldinho de feijão é bom de não querer mais parar de beber e o clima é envolvente demais, mesmo para aqueles que nunca freqüentaram lugares de Samba e Chorinho.
As mesas são confortáveis, os garçons educados e atenciosos, a freqüência não podia ser melhor, a decoração uma gracinha, a música sensacional. Até mesmo os banheiros são muito bem cuidados.
Vale aparecer por lá para dar uma olhada!

Horário: Qua (21h) Qui (22h) Sex (22h) Sáb (22h)
Couvert: R$10,00
Consumação: Sem consumação
Endereço: Rua Sacadura Cabral, 155 (Gamboa) 2516-0868 Rio de Janeiro - RJ
Quartas
Grupo Gafieira da Lua - com Eduardo Galloti, Alfredo Del Penho, Pedro Hollanda, Samuel de Oliveira, Miro do Surdo e Serginho do Pandeiro.
Quintas
Grupo musical formado por Luciano (voz e tamborim), André Pressão (percursão e voz), Clevison (cavaco e voz), Papal (pandeiro e voz), Ricardo Galhardo (violão) e agora com o reforço do bandolinista Henry Lentino.
Sextas
Roda de samba - com Eduardo Gallotti (voz e cavaquinho), Marquinho Basílio (surdo), Paulinho Marques (violão) e Almir (pandeiro) e Eduardo Medrado (voz).
Sábados
Grupo Galocantô - com Rodrigo Carvalho (voz e percussão), Pablo Amaral (cavaco e voz), Marcelo Correia (violão de 7), Pedro Arêas (percussão e voz), Lula Matos (percussão e voz) e Léo Costinha (surdo).
Produzido pela Universidade do Estado do Arizona, “Becoming Human” é um exemplo do potencial de comunicação da Internet, disponibilizando um documentário que usa imagens, música, locução e interação do usuário, para disponibilizar farta documentação acerca da teoria da evolução, recentes evidências e até o acesso às novidades sobre o tema na imprensa internacional.Quando trabalhava com multimedia a noção de Internet era ainda uma criança de colo e ninguém a ela tinha acesso. Os CD-ROMs eram algo relativamente novo e considerados um efetivo meio de distribuir media rica, como textos formatados, áudio, animações e vídeo...
...a meu ver, pouca coisa boa foi realmente produzida na época – em termos de material útil, informativo, educativo e enriquecedor – com poucas exceções.
A Internet é muito bonitinha, até bastante útil, um tanto superestimada, mas nos dá condições para disponibilizar material de qualidade, acessível a partir de qualquer país sem maiores problemas de distribuição.
Donald C. Johanson é um dos mais renomados paleoantropologistas do mundo e dedicou os últimos 25 anos coletando, analisando e estudando fósseis com o objetivo de descobrir as origens do Homem.
Quando, em 1974, descobriu o mais antigo ancestral humano – batizado de Lucy e denominado Australopithecus Afarensis – Johanson provocou controvérsia na Comunidade Científica e, ainda jovem, ganhou fama e a oportunidade de fazer muito mais pelo estudo das origens do Homem.
O site, BecomingHuman.org apresenta um documentário em módulos, com belíssimas fotos, material de locução profundamente rico em conteúdo, diagramas elaborados, modelos tridimensionais interativos inéditos e jogos educativos com didática invejável.
O documentário em si pode ser visto em cinco diferentes etapas – Prólogo, Evidências, Anatomia, Linhagens e Cultura – cada uma delas com cerca de cinco à oito minutos, que podem ser acessados pelo clique na etapa ou mediante o uso de uma barra de progresso que pode ser facilmente acessada.
No durar da locução e das animações notas de “Learn More” são exibidas, permitindo ao espectador acessar conteúdo informativo adicional opcional sem prejudicar a narrativa do documentário.
É possível ainda acessar uma linha de tempo na região inferior da tela, que disponibiliza o mesmo material, independente do ponto em que se está no documentário.
Botões inferiores permitem ainda o acesso aos modelos tridimensionais dos crânios de hominídeos das linhagens registradas e dá acesso a um glossário, notícias e webSites relacionados ao tema.
Em um mar de inutilidades e futilidades, Becoming Human desponta como um centro cultural virtual, uma espécie de museu que, de fato, é interessante para jovens e adultos e mais rico e barato que uma produção do Discovery Channel.
Problemas? Sim... é em inglês. Mas sugiro que vejam ainda que tenham um inglês meramente razoável. Pois a locução é clara e o acesso aos controles de voltar e adiantar o filme são muito fáceis de usar.