junho 25, 2006

Moral em Quadrinhos

Me doem os ouvidos quando eu escuto alguém dizer que não vai contar histórias pros filhos, que não vai lhes mostrar as fábulas clássicas ou que estas são piegas e pouco objetivas... pra quem concorda com essa opinião, pelo menos - por favor! - deixe ao alcance de suas crianças uma HQ do Calvin e Haroldo. É uma alternativa contemporânea sensacional.

Este eu encontrei no "Eu e Tuca", do Serginho.


Postado por baccioly em 12:03 PM | Comentários (1)

junho 24, 2006

Paulista Honorário

Fugir da rotina é mesmo sensacional e, somando isso ao fato de eu estar com saudades dos amigos cariocas em São Paulo, estar rolando a 8' Bienal de Design Gráfico e eu não ter comemorado meu aniversário no ano passado, resolvi fazer algo diferente.

Cheguei em São Paulo na segunda-feira de tarde e fui orquestrando uma festa legal - pro dia 21 de Junho - com os amigos que tenho por aqui, planejando minha festa no Armazém da Vila, um lugar bem legal onde eu já tinha ido faz alguns anos.

Eu tenho essa tendência de ir sempre no mesmo restaurante, sentar sempre na mesma mesa e pedir sempre o mesmo prato, sabe? Pois é... mas isso pode ser bem irritante pros amigos. Ao ponto do Mairus Maichrovicz, certa vez, ter me perguntado: "E como foi que você encontrou esse primeiro restaurante, afinal?!?!?!"

O problema é que, como diria o Gart, "O tempo destrói tudo...", e não dá pra esperar que um lugar no qual a gente foi três anos atrás, vá estar do mesmo jeito. Sobretudo em São Paulo, onde uma casa noturna precisa mudar para sobreviver.

Depois de ter tudo já combinado e reservado direitinho na segunda, só na quarta foi liberada a programação da casa, o que a Mônica - ainda bem! - descobriu a tempo.

O lugar - provavelmente em minha homenagem - resolveu chamar a magnífica banda (supostamente carioca) Boca Lôca e seguir a noite com o não menos temático "Djidjey" Zé Colméia, o que, conforme conseguimos averiguar pela internet, "invocava o glamour da noite carioca em uma São Paulo carente de um bom agito do popozaum". :-|

Sem deixar que eu me desesperasse, minha salvadora - a Mônica mesmo - teve a idéia bem bacana de reservar o terraço do Hall Restaurante, um lugar pra lá de aconchegante, com uma musiquinha ambiente sem exageros e um menu impecável!

Meninas e Meninos,

Eu sei que vocês vão protestar e tal, afinal, todos os meus amigos são Funkeiros de primeira linha (quem lê até acredita).
Mas, como o grupo Bocaloca vai tocar no Armazém da Vila, acompanhado do DJ Zé Colméia, eu me sentiria por demais no Rio de Janeiro - e vim pra São Paulo pra fugir disso tudo, afinal!

Com ajuda da minha consultora da noite de São Paulo - Mônica Mathias - acabei por escolher um lugar que, além de bonitinho pacas, não vai agredir nossa sanidade mental.

O novo local da comemoração desse aniversariante carioca perdido e mal informado que vos escreve é a HALL, que me parece mais a nossa cara e que, hoje, não tem DJ, mas uma musiquinha "Lounge" da melhor qualidade - que não nos interrompe nem conosco concorre.

Não é preciso pagar entrada - paga-se o que se consome e só - há um estacionamento ao lado (conveniado... 7horas por R$ 5,00) e, segundo a Moniquinha a comida é boa as pampas e nada cara.

Eu devo estar lá a partir das 21 horas, no terraço, em uma mesa pra 9 pessoas. Espero que todos apareçam, com namoradas, namorados, life-partners ou fishing-buddies.

O site do lugar é http://www.hallrestaurante.com.br e disponibiliza um cardápio e algumas fotos pra se ter uma idéia do charme que é a HALL.

Bruno Accioly

Estava tudo certo e a Mônica foi uma anfitriã exemplar, me levando pra encher o bucho no América, me acompanhando até a Exposição de Degas - no MASP - e tendo uma super paciência em ir comigo até a fnac e ao shopping shingling de traquitandas eletrônicas.

O dia só ficou mais absoluta e totalmente perfeito mesmo de noite...

Não há o que reclamar! Do atendimento telefônico à recepção dos convidados, da atenção para com todos os presentes até o cardápio, este Restaurante Pré-"balada" (eu tinha jurado que nunca ia usar esta palavra) é um exemplo pros donos de estabelecimentos cariocas a ser copiado e jamais maculado com músicas de agitar o popozaum.

A festa foi tão legal que esquecemos de tirar fotos e, só pra constar, vale dizer que estavam presentes a Mônica Mathias, o Alexandre Maron, o Amir Samary, a Maíra, o Gart Capotte e a Gisele Hashida - sem mencionar a Anna Paula Maron, o Cristiano Dias e a Clarinha, que ligaram no meio da festa pra me mandar um abraço.

Ah! Não podemos deixar de esquecer também da presença do Tomate, que não se furtou a se despencar do apartamento ao lado para nos fazer uma visita rápida e arrancar aplausos da galera bem no meio do parabéns-pra-você. Valeu ter aparecido, Tomate! Você foi a alma da festa!

Mas nem tudo são flores - ou Tomates... Minha mãe e meu pai, pra quem eu já tinha mandado um e-mail, mas que não tinha tido o tempo de olhar seu gMail, estava, enquanto isso, no outro lado da cidade, diante do Armazém da Vila, procurando o aniversariante para dar-lhe os parabéns de surpresa.

No dia seguinte, sinto muito ter de dizer isso, eu, Alexandre e Mônica rimos muito com o e-mail que se segue...

Oi, filho,

Pois é, nos demos mal.
Depois de jantarmos no Thai Garden, um restaurante tailandês espetacular, recém inaugurado, com uma comida divina e um ambiente maravilhoso, em comemoração aos nossos 20 anos, fomos tentar dar um abraço em nosso garotinho que completava seus 35. Nos dirigimos, por volta de 22:30 ao Armazem da Vila. Você pode imaginar, aquele casal de coroas, já bem passados, chegando ao local. Estacionamos nas imediações e logo chamamos a atenção por estarmos totalmente deslocados. Não chegamos nem na porta. Ficamos na baia.

O leão de chácara (era assim que se chamava no meu tempo, só que menos parrudo) nos desaconselhou a adentrarmos o recinto, talvez prevendo a vaia que tomaríamos ou que talvez pudessemos conspurcar aquele templo sagrado do Funk. Nem os apelos dramáticos do Paulo ("É aniversário de nosso filho, precisamos pelo menos dar um abraço nele") convenceram o brutamontes e seus Boca Loca. E como nós estávamos mais para Catatau do que para Zé Colméia, resolvemos adiar o nosso abraço para uma ocasião mais propícia, e com um fundo musical mais de acordo com o nosso tempo.
Da próxima vez, antes de sair de casa checarei meus emails.

E o pior de tudo foi quando, tomando ciência da qualidade do recinto eleito pelo meu rebento, já na sua maturidade, para seu evento festivo, me sobreveio a culpa.
Culpa você sabe, é uma característica quase que exclusivamente feminina. Mulher é muito chegada a culpa. Quem sabe tem a ver com o que nos foi incutido desde a tenra infância - somos responsáveis pelo pecado, tentamos Adão com a maçã e fomos expulsos do Paraíso.
Desta forma, me flagrei em um poço de culpa: será que tudo tem a ver com aquela vez que o obriguei a comer chuchu, o que veio a comprometer irremediavelmente seu gosto pelo que é belo? Será tudo um trauma de infância?
Felizmente, ao receber seu email hoje pela manhã, tal duvida se desfez e agora posso ficar em paz. Sua sanidade está preservada.

Um beijão
Mamãe

Ter pais em São Paulo, numa situação dessas, é bem complicado... tadinhos :-)

Mas a noite foi ótima! (embora talvez nem tanto pra eles)

Eu recomendo fazer um aniversário maluquinho desses de vez em quando. Tirei uma semana sabática e contei com toda a compreensão dos meus sócios,

Disso a gente tira que estar perto dos amigos é sempre um bom programa e que, aqueles amigos que estão distantes, só estão distantes mesmo geograficamente...

...e antes que eu comece a dizer pra usarem filtro-solar (ou manteiga de cacáu), é melhor encerrar o post, que tá já longo demais mas que foi feito não em minha homenagem, mas em homenagem a esses amigos maravilhosos que eu tenho - estejam eles nessa lista ou não.

Em uma sentença: Mêêêu! Minha balada foi suuuuper legal! ;-P

Postado por baccioly em 02:42 PM | Comentários (3)