julho 28, 2006

Tudo ficou mais Clara!!!

O mundo ficou mais belo do dia 27 para o dia 28 de Julho de 2006, quando nasceu a filhinha do Cristiano Dias e da Anna Paula Maron, amigos queridos de longa data, cujo namoro, casamento e felicidade eu telegrafo faz tempo!

Segundo a Dona Neide, a Clarinha é linda que nem a mãe, o pai tá todo babão e a Anninha tá descansando e passa muito bem.

Liguei pro Cristiano e Dona Helenice atendeu, dizendo que estavam todos dormindo depois da madrugada atribulada.

Certa vez um amigo meu me disse: "Não sei, cara... ter filhos... colocar uma criança nesse mundo louco...", e fico contente de ter feito a minha parte pra convencê-lo de que essa desculpa era datada e que nós - apesar dessa Distopia que nos cerca - nos divertíamos muito e vivíamos cada momento com a inepta competência e com toda felicidade que nos permitíamos.

Não imagino aquela menininha de dez anos - que era a Paulinha de quem me lembro - com uma filhinha nos braços... portanto vou fazer o possível pra estar sempre presente pra ver os orgulhosos Papai e Mamãe sempre que eu puder, até que eu me convença de que tá acontecendo!

Que gostoso saber que o casal, que já era uma delícia de ver junto, agora se transformou em uma família linda!

Postado por baccioly em 11:46 AM | Comentários (7)

julho 26, 2006

Marketing Passivo

De vez em quando da uma vontade que as coisas funcionem do jeitinho mais improvável... Infelizmente, "there is no free lunch"...

Clique aqui para ver o vídeo...

Postado por baccioly em 01:15 PM | Comentários (0)

julho 18, 2006

Literatura à Cabo

Em 1971, quando Michael Hart criou o Projeto Gutenberg, a Internet não existia, não se tinha idéia de que os dispositivos móveis tornariam portáveis centenas ou mesmo milhares de megabytes de informação e, mesmo assim, foi pioneiro em incentivar o uso do computador para a busca e acesso à informações culturais.

Inicialmente um repositório isolado de obras importantes, o Projeto Gutemberg estava irremediavelmente destinado a ser muito mais que isso. Se Michael Hart era um visionário ou profeta é menos importante que o fato de que sua iniciativa tornou possível que, hoje, mais de 18mil obras estejam no acervo do projeto, bem como que um pletora de projetos correlatos florescesse.

O solo fértil para empreendimentos com ou sem fins lucrativos, hoje, é óbvio e a quantidade de material escrito - e legalmente considerado de domínio público - não pode ser ignorada como sendo uma preciosa fonte de conhecimento.

Dentre tais empreendimentos está o importante Distributed Proofreaders, fundado por Charles Franks para apoiar a digitalização de livros de domínio público e que é, hoje, o maior fornecedor de títulos para o Projeto Gutemberg.

Fundado em 2000, o Distributed Proofreaders é uma iniciativa importante que tenta estabelecer um processo e critérios para revisão, digitalização e também para a transformação das imagens capturadas em arquivos texto - menos ricos, mas mais portáveis e menores - de forma a não serem perdidos os elementos gráficos mas garantindo a possibilidade de captura de trechos de texto.

Para ter-se uma idéia do esforço de integração das instituições envolvidas no esforço, é bom mencionar que a Biblioteca Nacional Digital é um dos maiores fornecedores de imagens de livros em língua portuguesa, o que demonstra que o Brasil não está assim tão por fora como poderíamos intuir.

Há ainda o DomínioPúblico.gov.br, do Governo Federal, totalmente desenvolvido em software livre e que aceita colaboração de voluntários, autores, parceiros e tradutores.

O World eBook Fair prevê que, até 2009, terá em seu acervo um milhão de eBooks e abriu seu acervo de acesso restrito de 4 de Julho até 4 de Agosto em celebração ao 35º aniversário do Projeto Gutemberg.

A proliferação de iniciativas, instituições e empresas voltadas para o atendimento a este mercado - que nem é tão novo assim - é notável e livrarias como a DPP Store vem conquistando seu espaço na oferta de conteúdo totalmente digital a preços competitivos.

A DPP Store, como a maior parte das iniciativas comerciais envolvidas com e-books, não deixa de ter uma visão pouco convencional do mercado e se prontificou a converter, sem custo, o material liberado pelo Projeto Gutemberg, de forma a poder ser facilmente lido em dispositivos de leitura digital. Sua iniciativa se manifesta também na parceria com autores e editores independentes para fornecer material de qualidade e na conscientização do público para as vantagens dos e-books sobre os livros convencionais.

Não é segredo que as florestas sofrem com a quantidade de papel que usamos e, apesar do glamour das prateleiras cheias de livros, o espaço ocupado pelos títulos acaba sendo pouco prático - sobretudo para quem não é colecionador.

A resistência ainda existe, sobretudo devido ao problema dos custos de dispositivos portáteis adequados e da falta de cultura de leitura em telas - mesmo em telas com backlight, como as dos celulares mais modernos.

A mesma resistência aconteceu com as câmeras digitais, na verdade, e não faltava quem dissesse que preferia ver as fotos nas mãos e não em telinhas pequenas que consomem tanta bateria e sem poder meter o dedo engordurado num papel fotográfico impecável... as telas aumentaram, as baterias são mais longevas e os dedos engordurados sairam de moda.

Existe, claro, glamour nos livros convencionais e, creio mesmo que vale a pena tê-los em casa, quando se trata de uma edição especial, como um "Don Quixote" ou o "Bhagavad Gita", mas me parece que muitos dos livros que temos em casa ficam pegando poeira e ocupando espaço, sem jamais ser visitados pelos olhos de mais ninguém e sem que os revisitemos.

Estamos vivendo um momento muito interessante na história, em que estamos questionando as leis de propriedade intelectual e experimentando novas formas de produzir e consumir cultura. É o momento de revisitarmos cada meio, seja ele o cinema, a televisão, o rádio ou a literatura e brincar com novos meios de consumir - gratuitamente ou não - os tesouros da produção de subjetividade humana.

Os novos dispositivos que estão saindo no mercado, mais dedicados à atividade de leitura que os Palms, PDAs Windows - e certamente mais adequados que os celulares - disponibilizam os e-books em telas maiores, a baixos custos e sem amontoar funcionalidades desnecessárias. Até mesmo os leitores mais conservadores vão gostar das telas bi-estáveis, que apresentam as letras em telas que, dada sua flexibilidade e espessura mais parecem folhas de papel e que armazenam toda a informação em memórias de estado sólido como as de câmeras digitais e não consomem quase energia.

Contabilizando, vale a pena procurar saber mais sobre o que está acontecendo por aí, se isso significar pagar menos - ou nada - para adquirir obras literárias importantes, sobretudo quando se imagina que, com custo adicional razoável, os mesmos dispositivos móveis vão permitir ouvir músicas, ver filmes, entrar na Internet e toda sorte de outras coisas muito menos interessantes e perenes que ler um bom livro!

(Desculpem... mas foi inevitável este último comentário. Podem atirar pedras se quiserem...)


Postado por baccioly em 07:36 PM | Comentários (16)

julho 10, 2006

Momento Fair Play

Não, eu não condeno de ante-mão o rapaz... na verdade, torço para que o outro tenha dito alguma coisa bem lamentável. Cá entre nós... Que cabeçada sensacional!

Você quer saber mais?

Se você quer ter uma idéia do que o italiano disse pro francês, dê uma olhada nesse vídeo que me foi enviado...
Globo.com . Leitura labial

Postado por baccioly em 10:14 AM | Comentários (6)