Mudamos de Endereço

Migramos para novo endereço.

Alterem seus "Favoritos"!

http://www.brunoaccioly.com.br/

outubro 19, 2007

músicasempauta

O fenômeno dos podcasts cresce a cada dia... Cresceu tanto que acabou crescendo pra cima de mim e do Rubens Moreira!

musicasempauta.jpg Faz tempo que namoro a idéia de produzir podcasts. O RadarPop, do Cristiano Dias e do Alexandre Maron tem tudo a ver com parte dos meus interesses e já é um hábito meu assistir assim que eles acabam de gravar.

O "músicasempauta" parte da vontade do Rubens Moreira de se expressar a respeito do assunto, divulgar bandas desconhecidas, conversar informal mas profundamente acerca de Música e fazer uma espécie de "Mesa Redonda" com artistas de várias áreas que fazem uso da Música em sua profissão.

O "músicasempauta" parte também das minhas inúmeras inquietações com o Mundo e as coisas... as mesmas que me levaram a criar o 5arcasmos |v|últiplos e o Desígnios. A Problemática da Arte no nosso tempo, a produtização da Arte, a noção de que a Arte existe apenas para Diversão e não para Fruição, há toda uma gama de Questões que não vêm sendo endereçadas de uma forma que me agrade.

Um belo dia, como Maomé não vinha até a montanha, a montanha resolveu ir até Maomé com todo o aparato e algumas idéias na cabeça para tirar do papel a idéia que a gente vinha tendo.

Faltava experiência, foco, coragem, faltava o escambau, mas acabou que o resultado ficou melhor que o esperado e começamos a fazer o site.

O resultado da empreitada vocês podem ver em:

http://musicasempauta.subtom.com.br

...com a participação especialíssima do cantor Nando Uchôa e da diretora musical da Companhia de Atores Invisíveis, Kátia Jorgensen.

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Espaços Culturais

setembro 17, 2007

Desígnios

Depois de muito planejamento e muito trabalho, começo a dar forma a um projeto antigo. Mas as mudanças não param por aí...

designios.jpgQuem teve paciência andou lendo aqui no 5arcasmos |v|últiplos o tanto de Filosofia, História, Ciência, Tecnologia, Literatura e Cinema que eu resolvi escrever. E eu não dei muito mole, escrevendo um texto muitas vezes hermético e rebuscado – conforme afirmam as acusações feitas por comentários e e-mail.

O 5arcasmos |v|últiplos cresceu e agora que está grandinho quer até mudar de nome, de forma e de conteúdo, portanto, enquanto as novidades aqui do 5arcasmos não ficam disponíveis pra vocês, que tal visitar o blog para o qual a maior parte das minhas considerações densas e difíceis de engolir se mudaram?

Pois é... agora eu vou escrever pelo menos três artigos por semana nos assuntos preferidos pela meia dúzia de pessoas que passa por aqui para ler o que eu escrevo. =)

Designios.com.br é esse novo empreendimento, que pretende modestamente servir como espaço de referência em Filosofia, História, Ciência, Tecnologia, Cinema e Literatura, com menos compromisso acadêmico que leigo, se prestando a acompanhar a todos os interessados em começar a entender ou passar a entender mais acerca de assuntos densos e se divertir ou divergir do que eu escrevo sobre assuntos mais leves.

Como eu insisto em dizer, não sou designer, entretanto, já que dizem que meu melhor trabalho foi dotweb.com.br – embora eu ache que seja o subtom.com.br - resolvi sentar e desenvolver algo que fosse melhor que esses dois. Espero que eu tenha conseguido. Sejam vocês os juízes.

Designios.com.br

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Espaços Culturais

junho 24, 2007

Domínio Público

dominiopublico.jpg

É lamentavelmente fácil desconhecermos a existência de algo magnífico na Internet, dada a quantidade de informação disponível, a divulgação ineficiente e a nossa noção de que não temos tempo pra nada.

Meu irmão Paulo de Albuquerque me mandou este endereço, do qual é possível baixar livros inteiros, publicações sobre educação, música erudita em mp3, gravuras, ilustrações, pinturas, vídeos educacionais e documentários sem qualquer custo e com alta qualidade.

O acervo do Ministério da Educação, segundo ele, está para ser retirado do ar por falta de acessos, o que seria uma lástima, já que, só de obras nacionais, reunie mais de 700 títulos.

O portal foi lançado em 2004 e tem como objetivo veicular obras livremente através de uma biblioteca virtual de referência para professores, alunos, pesquisadores e quem mais se interessasse.

Outro objetivo do portal seria provocar a discussão sobre a legislação relacionadas aos direitos autorais, diante dos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimento.

Não sei se campanhas web lançadas por um site obscuro como este aqui adiantam de alguma coisa, gente... mas quem ler o que estou escrevendo aqui, por favor vá até o endereço abaixo e faça uma busca por obras de qualquer natureza e baixe alguma coisa - qualquer coisa - para ler, ver ou assistir.


E para quem se interessar pela questão Direito Autoral, Copyright, Liberdade Digital e Creative Commons, vale ouvir (aí embaixo) o PodcastUma forma de publicação de programas de áudio pela Web e que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. que teve a participação de meu amigo Cristiano Dias sobre o assunto (organizado pelo pessoal do Brainstorm #9).



Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (4)
Categoria: Espaços Culturais

abril 17, 2007

Metalibri

metalibri_01.gif

Não que muita gente leia neste país, nem que alguém leia livros na tela do computador... muito menos que alguém gaste tempo e dinheiro imprimindo livros baixados da Internet em papel vergê e com tinta Veuve Clicquot...

...mas mesmo que nunca os leiamos é bom saber que há livros à nossa disposição nas prateleiras virtuais da vida, não?

Hoje em dia nem é preciso ter aquele bando de livros na estante de casa para parecer que os leu. Sequer precisamos comprar aqueles baratinhos volumes em madeira - que nem páginas têm - para impressionar os amigos e parentes que se acercam de nossas fortalezas do individualismo.

Tendo um computador a gente já tá safo!

Chega alguém em casa e pergunta: "Onde estão seus livros? Não vi nenhum!", e basta você apontar para uma telinha quadrada, um teclado e um ratinho - que com o roedor não se parece - e dizer com toda pompa:

"In-ter-net !"

É uma espécie de palavra chave que funciona graças a influência da cultura pop interneteira nas nossas vidas. Se você quiser ainda fazer de Internet um assunto, basta dizer: "Web 2.0 é o futuro", ou algo assim, e mudar de assunto em seguida para o Big Brother ou para as estatísticas de roubos de gravatas caras por rabinos doentes.

Agora... se o meu sarcasmo, ironia e cinismo momentâneo não te apetecem tanto quanto uma boa dica literária, vale dizer que nas esquinas da Web você tem, a sua disposição, uma gama de edições digitais de livros de domínio público em formatos para impressão e leitura na tela!

A MetaLibri deve suas origens a Sálvio Marcelo Soares, da Universidade de São Paulo, que em 2001 deu início a codificação de edições de um acervo de domínio público para a linguagem TeX e LaTeX, convertendo posteriormente as obras para o formato PDF.

Testei e aprovei o formato para ler em tela quando li "Utilitarianism", de John Stuart Mill - ainda que não seja tão fã do pensamento utilitarista ou mesmo "conseqüencialista" - e, diante do fato que não é exatamente uma leitura "fácil", no que diz respeito a usabilidade para leitura fiquei mais que satisfeito.

É confortável e prático ler na tela no formato em PDF ali disponibilizado e, para os que de fato querem gastar seu rico dinheirinho com tinta de impressora a R$ 6000,00 o litro, há sempre o formato para impressão disponível.

Ainda são poucos títulos - ao menos eu achei, da última vez que naveguei por lá - mas vale visitar de vez em quando para nos entretermos nos trinta minutos sabáticos passados no banheiro , na fila do açougue ou algo assim.

Revisitei o Metalibri hoje, inspirado pelo premiado filme "Memórias Póstumas de Brás Cubas" a dar uma segunda chance - sejamos honestos... primeira! - a este clássico literário que, ao que parece, teve um primeiro capítulo e contra capa visitadíssimos, pela grande maioria dos que conheço, sem ter sido de fato lido. :-)

Acessem portanto: http://metalibri.incubadora.fapesp.br/



Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Espaços Culturais

julho 18, 2006

Literatura à Cabo

Em 1971, quando Michael Hart criou o Projeto Gutenberg, a Internet não existia, não se tinha idéia de que os dispositivos móveis tornariam portáveis centenas ou mesmo milhares de megabytes de informação e, mesmo assim, foi pioneiro em incentivar o uso do computador para a busca e acesso à informações culturais.

Inicialmente um repositório isolado de obras importantes, o Projeto Gutemberg estava irremediavelmente destinado a ser muito mais que isso. Se Michael Hart era um visionário ou profeta é menos importante que o fato de que sua iniciativa tornou possível que, hoje, mais de 18mil obras estejam no acervo do projeto, bem como que um pletora de projetos correlatos florescesse.

O solo fértil para empreendimentos com ou sem fins lucrativos, hoje, é óbvio e a quantidade de material escrito - e legalmente considerado de domínio público - não pode ser ignorada como sendo uma preciosa fonte de conhecimento.

Dentre tais empreendimentos está o importante Distributed Proofreaders, fundado por Charles Franks para apoiar a digitalização de livros de domínio público e que é, hoje, o maior fornecedor de títulos para o Projeto Gutemberg.

Fundado em 2000, o Distributed Proofreaders é uma iniciativa importante que tenta estabelecer um processo e critérios para revisão, digitalização e também para a transformação das imagens capturadas em arquivos texto - menos ricos, mas mais portáveis e menores - de forma a não serem perdidos os elementos gráficos mas garantindo a possibilidade de captura de trechos de texto.

Para ter-se uma idéia do esforço de integração das instituições envolvidas no esforço, é bom mencionar que a Biblioteca Nacional Digital é um dos maiores fornecedores de imagens de livros em língua portuguesa, o que demonstra que o Brasil não está assim tão por fora como poderíamos intuir.

Há ainda o DomínioPúblico.gov.br, do Governo Federal, totalmente desenvolvido em software livre e que aceita colaboração de voluntários, autores, parceiros e tradutores.

O World eBook Fair prevê que, até 2009, terá em seu acervo um milhão de eBooks e abriu seu acervo de acesso restrito de 4 de Julho até 4 de Agosto em celebração ao 35º aniversário do Projeto Gutemberg.

A proliferação de iniciativas, instituições e empresas voltadas para o atendimento a este mercado - que nem é tão novo assim - é notável e livrarias como a DPP Store vem conquistando seu espaço na oferta de conteúdo totalmente digital a preços competitivos.

A DPP Store, como a maior parte das iniciativas comerciais envolvidas com e-books, não deixa de ter uma visão pouco convencional do mercado e se prontificou a converter, sem custo, o material liberado pelo Projeto Gutemberg, de forma a poder ser facilmente lido em dispositivos de leitura digital. Sua iniciativa se manifesta também na parceria com autores e editores independentes para fornecer material de qualidade e na conscientização do público para as vantagens dos e-books sobre os livros convencionais.

Não é segredo que as florestas sofrem com a quantidade de papel que usamos e, apesar do glamour das prateleiras cheias de livros, o espaço ocupado pelos títulos acaba sendo pouco prático - sobretudo para quem não é colecionador.

A resistência ainda existe, sobretudo devido ao problema dos custos de dispositivos portáteis adequados e da falta de cultura de leitura em telas - mesmo em telas com backlight, como as dos celulares mais modernos.

A mesma resistência aconteceu com as câmeras digitais, na verdade, e não faltava quem dissesse que preferia ver as fotos nas mãos e não em telinhas pequenas que consomem tanta bateria e sem poder meter o dedo engordurado num papel fotográfico impecável... as telas aumentaram, as baterias são mais longevas e os dedos engordurados sairam de moda.

Existe, claro, glamour nos livros convencionais e, creio mesmo que vale a pena tê-los em casa, quando se trata de uma edição especial, como um "Don Quixote" ou o "Bhagavad Gita", mas me parece que muitos dos livros que temos em casa ficam pegando poeira e ocupando espaço, sem jamais ser visitados pelos olhos de mais ninguém e sem que os revisitemos.

Estamos vivendo um momento muito interessante na história, em que estamos questionando as leis de propriedade intelectual e experimentando novas formas de produzir e consumir cultura. É o momento de revisitarmos cada meio, seja ele o cinema, a televisão, o rádio ou a literatura e brincar com novos meios de consumir - gratuitamente ou não - os tesouros da produção de subjetividade humana.

Os novos dispositivos que estão saindo no mercado, mais dedicados à atividade de leitura que os Palms, PDAs Windows - e certamente mais adequados que os celulares - disponibilizam os e-books em telas maiores, a baixos custos e sem amontoar funcionalidades desnecessárias. Até mesmo os leitores mais conservadores vão gostar das telas bi-estáveis, que apresentam as letras em telas que, dada sua flexibilidade e espessura mais parecem folhas de papel e que armazenam toda a informação em memórias de estado sólido como as de câmeras digitais e não consomem quase energia.

Contabilizando, vale a pena procurar saber mais sobre o que está acontecendo por aí, se isso significar pagar menos - ou nada - para adquirir obras literárias importantes, sobretudo quando se imagina que, com custo adicional razoável, os mesmos dispositivos móveis vão permitir ouvir músicas, ver filmes, entrar na Internet e toda sorte de outras coisas muito menos interessantes e perenes que ler um bom livro!

(Desculpem... mas foi inevitável este último comentário. Podem atirar pedras se quiserem...)


Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (16)
Categoria: Espaços Culturais

novembro 03, 2005

É melhor não ter...

"...que não saber usar", é o que se diz por aí. E, a meu ver, este ditado devia estar no topo da cartilha de quem projeta produtos e comunica visualmente!

Hoje é o "Dia Mundial da Usabilidade" e, por incrível que pareça, pouca gente sequer sabe o que Usabilidade significa.

Usabilidade é a medida de facilidade com a qual uma coisa se presta a ser utilizada. Quando falamos em Engenharia de Usabilidade estamos nos referindo à disciplina responsável por tornar mais fácil entender e operar apetrechos do dia a dia, sejam eles computadores, DVD Players, televisores, celulares, máquinas fotográficas, móveis, portas, malas, canetas, revistas, sinais de trânsito ou o que quer que seja que envolva interação com o usuário.

No dia de hoje, 35 países estão organizando seminários que, de alguma forma, tangenciam a questão ou vão direto ao ponto.

Em São Paulo, a Usability Professionals Association - UPA - organizou o evento "Making it Easy", que conta com palestrantes da Petrobrás, do e-PoupaTempo, Prodam, e muitas outras instituições.

O projeto centrado no usuário é até uma idéia que vem se alastrando, contudo, a realidade do mercado de software - e do mercado em geral - tende a coibir o projeto de sistemas bem feitos.

Pode parecer uma afirmação um tanto dura demais, entretanto, se o mercado fosse orientado à qualidade - o que é fundamental para o projeto centrado no usuário - prazos não seriam tão rígidos e não seriam exigidas tantas concessões das empresas que produzem estes softwares.

Para quem não sabe, trabalho no ramo de desenvolvimento de sistemas, com uma equipe de Engenharia de Usabilidade, congregando Projetistas Gráficos (Designers) e Analistas/Programadores, de forma a projetar, implementar e encapsular objetos de interface cujo uso seja o mais transparente e amigável possível, tornando melhor a experiência de uso de sistemas.

Constantemente, no meio, nos vemos diante de concessões relutantes e, cada uma delas é um rebite a menos no edifício que estamos tentando construir. No fim, por motivos políticos, econômicos, temporais, egóicos etc acabamos deixando de ser projetistas de software e passamos a ser administradores de concessões.

Seja como for, com este evento, a UPA joga luz sobre o tema e dá credibilidade ao que, há bem pouco tempo, era considerado perfumaria, senso comum e adereço desnecessário. Disciplinas que sugiram a sofisticação do desenvolvimento de software e incentivem maior deliberação acerca de cada aspecto do projeto de sistemas devem ser sempre bem-vindas.

Usabilidade se refere não só a webSites - ou mesmo só a aplicações web - se refere a aplicações stand alone, sistemas operacionais (de computadores, Palms e celulares), aos painéis de aparelhos domésticos, a controles remotos e mesmo maçanetas de portas.

Diante deste novo nome pra algo mais antigo - a que todos chamávamos Desenho Industrial - reinventamos a preocupação com as questões com as quais o Projeto Gráfico e o Projeto de Produto sempre tiveram de lidar.

Diante dos princípios da Engenharia de Usabilidade, fica claro que é fácil fazer mais fácil...

...porque é mais fácil fazer direito!


Tirinha enviada por Lorena Boyer

Você quer saber mais?
WUD.com.br . É fácil fazer mais fácil!
WorldUsabilityDay.org . Welcome to World Usability Day!
UPAssoc.org . Usability Professionals' Association
WebInsider.UOL.com.br . WUD, o Dia Mundial da Usabilidade em 35 países
Flash-Brasil.com.br . World Usability Day (Dia Mundial da Usabilidade)
Usabilidoido.com.br . Dia Mundial da Usabilidade
Usabilidade.org . Dia Mundial da Usabilidade 2005
SimplesConsultoria.com.br . Dia Mundial da Usabilidade
Zone41.net . Dia Mundial da Usabilidade

Você quer saber ainda mais?
Amazon.com . The Invisible Computer
Amazon.com The Design of Everyday Things
Amazon.com . Design with WebStandards
Tableless.com.br . WebSite sobre design web sem tabelas e Usabilidade
Atipico.com.br . Curso de WebStandards
Microsoft.com . Usabilidade
Wichita.edu . Site sobre Usabilidade em aplicações
JoelOnSoftware.com . Site dedicado à usabilidade em software
UsabilidadeNaWeb.blogger.com.br . WebLog dedicado a Usabilidade em português
TiffanyBBrown.com . Site sobre Usabilidade
UseIt.com . Website Engenharia de Usabilidade de Jakob Nielsen
JND.org . WebSite sobre Análise de Interface de Donald Norman
NNGroup . WebSite sobre Análise de Interface de Norman e Nielsen
UsabilityFirst.com . Guia de Usabilidade OnLine para webSites e webApps
UsableWeb.com . Informações e links sobre Usabilidade
SimplyTom.com . WebSite de Tom Brinck sobre o conceito de Usabilidade.
UsabilityViews.com . Artigos sobre Usabilidade
SitePoint.com . Artigos sobre Engenharia de Usabilidade e Acessibilidade
Macromedia.com . Site da Microsoft sobre Usabilidade em Flash
Fmemoria.com.br . WebSite de Felipe Memória
Design para a Internet - Projetando a Experiência Perfeita - Felipe Memória
Fmemoria.com.br . Sumário do Livro
Fmemoria.com.br . Pesquisas Acadêmicas

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Espaços Culturais

outubro 16, 2005

VidCasts?

Tecnologia, design e conforto, a preços razoáveis, numa promessa de futuro profundamente atraente e carismática. A Apple traça, junto com um sem número de outras corporações, os contornos da realidade que se descortina diante de nossos olhos hipnotizados.

Não demorou, desde o lançamento do iPod Nano até o novo lançamento da Apple, o novo iPod – um equipamento dotado de até 60 GigaBytes, espaço para 15000 músicas e 25000 fotos, ou 150 horas de vídeo, a serem exibidos em uma tela colorida de 2,5 polegadas e com bateria para 20 horas (cerca de 3 horas para vídeo).

O equipamento tem a metade da espessura de seus antecessores flertando com as dimensões do Nano, ainda que não seja dotado de memória de estado sólido – mantendo um reduzido HD em suas surpreendentes dimensões (4.1 x 2.4 x 0.55 polegadas).

A bateria, conforme já é sabido, não é lá muito longeva – e de tanto não falar nisso a gente quase se esquece – durando cerca de 18 meses antes de se extinguir completamente.

O magnífico equipamento, que custa apenas US$ 299,00 nos EUA, pode ter sua bateria trocada por cerca de... ahn... US$ 150,00, ou algo em torno disso, o que não é nada de mais numa cultura tecnocêntrica consumista e em franca evolução – afinal, seu "novo" iPod vai estar obsoleto antes de a bateria ter sido plenamente inutilizada.

Questionamentos existenciais, políticos ou filosóficos a parte, o potencial deste novo produto para o entretenimento é, de fato, fenomenal. Agora você não mais precisa “perder tempo vendo” televisão em casa e passa a poder ver seus programas prediletos no aparelhinho a caminho do trabalho – se conseguir um apetrecho para captura de sinal de TV e se não for para o serviço dirigindo – o que te devolve um precioso tempo para trabalhar em casa depois do horário.

Ok... eu disse que ia deixar de lado os questionamentos...

Da mesma forma que a cultura de iPods “Áudio” acabou viabilizando os PodCasts, o "iPod Video" torna viável a distribuição de programas de televisão pela internet, via iTunes – o que já está garantido para a série “Lost”, por exemplo, que estará disponível para download no dia seguinte.

VidCasts podem ser o próximo passo para empreendimentos de entretenimento menos ambiciosos, programas de baixo orçamento filmados por gente de todas as idades e acerca de todo tipo de coisa; filmes caseiros desenvolvidos para mercados de nicho; desenhos animados com profundidade temática e moral da história feitos em computador; talvez até, se me permitem... Arte!

Sejam as conseqüências da tecnologia positivas ou negativas – e tenha apenas uma fração da população mundial a condição de dela usufruir – os iPods estão aí para ser mais um meio pelo qual a produção de subjetividade humana vai se manifestar e nada vai mudar isso... ou assim parece.




Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Espaços Culturais

setembro 19, 2005

PodCasts

Antigamente, para ter uma rádio, seria preciso extrair uma concessão do Estado para operar, ter uma infra-estrutura relativamente pesada, comprometer seu conteúdo com mensagens publicitárias e rezar para conseguir se manter no ar.

Em fins do Século XX e início do Século XXI, com a evolução da tecnologia de compressão de áudio, o MP3 virou um dos ícones da tecno-cultura.

A popularização do formato MPEG-1 Audio Layer 3 – MP3 – acabou por fazer com que as empresas entrassem no jogo produzindo uma enxurrada de MP3 Players capazes de armazenar centenas e até milhares de músicas em um espaço bastante reduzido.

Poucas são as empresas de aparelhos eletrônicos que não se interessaram por uma fatia deste mercado em expansão. Dentre os mais bem sucedidos e engenhosos concorrentes neste mercado está a Apple – fabricante dos estilosos Macs – que, sob a batuta de Steve Jobs, vem desenvolvendo uma estratégia inteligente e bem articulada para alcançar todos os perfis de consumidores desta nova tecnologia.

A Apple projetou e lançou no mercado brasileiro equipamentos com custos que variam de R$ 500,00 até R$ 3000,00 e capacidade que varia de 512Mb até 40Gb – em diversos modelos e tamanhos, com inúmeros acessórios úteis e bugigangas de utilidade duvidosa.

Já até dei um destes de presente, entretanto ainda não tive coragem de comprar pra mim um dos aparelhinhos. De repente agora, que foi lançado o iPod Nano, com capacidade de 4Gb, preço em torno de R$ 1000,00 e a espessura de um lápis, eu comecei a me interessar mais.

O fato é que os MP3 Players parecem ter chegado para ficar – ao menos enquanto forem moda e enquanto não oferecerem nenhum gargalo tecnológico.

Em um movimento coordenado com o lançamento de seus produtos, a Apple teve a preocupação de disponibilizar o iTunes, um software dedicado à busca, cópia, organização e sincronização de músicas com seu iPod, digitalizando seus CDs e integrando seu computador pessoal com o aparelhinho.

É neste ponto, na verdade, que eles me pegaram pelo pé, e foi neste momento que ouvi, pela primeira vez, a palavra PodCast.

PodCast é um conceito que se tornou popular a partir de 2004 e que descreve um método de publicação de arquivos de áudio a serem distribuídos via Internet. O conceito envolve a assinatura de PodCasts como se fossem “revistas”, programas temáticos. São como programas de rádio gravados e distribuídos que, com a ajuda de software como o iTunes, carregam estes programas da Internet para seu computador e de lá para seu iPod.

Tanto músicas em MP3 quanto PodCasts podem ser ouvidos no próprio computador de mesa e o iTunes funciona também independente de você ter ou não um iPod.

De início imaginei que seria muito difícil achar um PodCast que prestasse, mas meus amigos Cristiano Dias e Alexandre Maron remediaram isso ao criar o RadarPoP PodCast, uma revista semanal sobre cultura pop que cobre, cinema, jogos, televisão, música, literatura, quadrinhos e tudo mais que você possa imaginar.

Se vou comprar um iPod eu não sei – e nem sei se recomendo a compra de algo com preços tão salgados – mas posso te dizer que, se não baixar o RadarPoP PodCast, vai perder uma grande oportunidade de se informar sobre o que há de mais interessante por aí!

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (3)
Categoria: Espaços Culturais

agosto 04, 2005

Tornando-nos Humanos

Produzido pela Universidade do Estado do Arizona, “Becoming Human” é um exemplo do potencial de comunicação da Internet, disponibilizando um documentário que usa imagens, música, locução e interação do usuário, para disponibilizar farta documentação acerca da teoria da evolução, recentes evidências e até o acesso às novidades sobre o tema na imprensa internacional.

Quando trabalhava com multimedia a noção de Internet era ainda uma criança de colo e ninguém a ela tinha acesso. Os CD-ROMs eram algo relativamente novo e considerados um efetivo meio de distribuir media rica, como textos formatados, áudio, animações e vídeo...

...a meu ver, pouca coisa boa foi realmente produzida na época – em termos de material útil, informativo, educativo e enriquecedor – com poucas exceções.

A Internet é muito bonitinha, até bastante útil, um tanto superestimada, mas nos dá condições para disponibilizar material de qualidade, acessível a partir de qualquer país sem maiores problemas de distribuição.

Donald C. Johanson é um dos mais renomados paleoantropologistas do mundo e dedicou os últimos 25 anos coletando, analisando e estudando fósseis com o objetivo de descobrir as origens do Homem.

Quando, em 1974, descobriu o mais antigo ancestral humano – batizado de Lucy e denominado Australopithecus Afarensis – Johanson provocou controvérsia na Comunidade Científica e, ainda jovem, ganhou fama e a oportunidade de fazer muito mais pelo estudo das origens do Homem.

O site, BecomingHuman.org apresenta um documentário em módulos, com belíssimas fotos, material de locução profundamente rico em conteúdo, diagramas elaborados, modelos tridimensionais interativos inéditos e jogos educativos com didática invejável.

O documentário em si pode ser visto em cinco diferentes etapas – Prólogo, Evidências, Anatomia, Linhagens e Cultura – cada uma delas com cerca de cinco à oito minutos, que podem ser acessados pelo clique na etapa ou mediante o uso de uma barra de progresso que pode ser facilmente acessada.

No durar da locução e das animações notas de “Learn More” são exibidas, permitindo ao espectador acessar conteúdo informativo adicional opcional sem prejudicar a narrativa do documentário.

É possível ainda acessar uma linha de tempo na região inferior da tela, que disponibiliza o mesmo material, independente do ponto em que se está no documentário.

Botões inferiores permitem ainda o acesso aos modelos tridimensionais dos crânios de hominídeos das linhagens registradas e dá acesso a um glossário, notícias e webSites relacionados ao tema.

Em um mar de inutilidades e futilidades, Becoming Human desponta como um centro cultural virtual, uma espécie de museu que, de fato, é interessante para jovens e adultos e mais rico e barato que uma produção do Discovery Channel.

Problemas? Sim... é em inglês. Mas sugiro que vejam ainda que tenham um inglês meramente razoável. Pois a locução é clara e o acesso aos controles de voltar e adiantar o filme são muito fáceis de usar.


Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Espaços Culturais

fevereiro 18, 2005

Ilustrando em Revista

Exposição em São Paulo reúne ilustrações de 178 artistas que rechearam publicações da Editora Abril desde 1971 com desenhos, colagens, pinturas e esculturas.

Uma iniciativa do Clube de Arte da Editora Abril, a exposição Ilustrando em Revista tem como curador Alceu Nunes – diretor de arte da Superinteressante – e é um prato cheio para Projetistas Gráficos interessados em visitar a história recente do país através de gravuras de personalidades como Ziraldo, Aldemir Martins e Zaragoza.

Segundo os organizadores, profissionais da área poderão levar seus portfólios, que serão avaliados e comentados pelos diretores de arte da editora, bem como conversar com eles e com os ilustradores presentes nos happy hours que estão espalhados pela programação do evento.

Estão previstas ainda Palestras, onde serão discutidos a importância do Design Gráfico e da Ilustração, além de Workshops onde, aqueles que se inscreverem e forem selecionados, poderão aprender acerca de desenho, HQ, trabalho com 3D, entre outros assuntos.

Para inscreverem-se, os candidatos devem enviar um e-mail para o "Ilustrando em Revista", contendo nome, telefone, e-mail de contato, RG, CPF, formação acadêmica e sua opção de Workshops. Deve estar anexado um currículo do candidato, bem como uma amostra de seu trabalho, em formato JPEG – a 72dpi e 1024x768pixels – para que sejam elegíveis para a pré-seleção.

Trata-se de uma ótima oportunidade para quem trabalha na área ou ainda está estudando e, com certeza, não deixará a desejar para aqueles que apenas gostam de olhar belas gravuras, mordazes ilustrações e magníficas obras que ilustraram a história brasileira através das páginas das revistas da Editora Abril.

A exposição terá lugar no Museu de Arte Brasileira da FAAPFundação Armando Álvares Penteado e o endereço é:

Rua Alagoas, 903, Higienópolis
tel. 3662-7000, r. 1133 e 1532.

Continuar...

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (1)
Categoria: Espaços Culturais

outubro 13, 2004

Cultura na Web

Foi menos divulgado do que todos nós gostaríamos, mas desde o início deste ano o Instituto Moreira Salles passou a disponibilizar na web uma parte substancial de seu acervo de obras raras.

Este novo Espaço Cultural Virtual é extremamente valioso para aqueles que almejam entrar em contato com a cultura nacional e não conseguem encontrar facilmente informações acerca de fotografia, música, literatura e teatro.

O sistema de cadastro pode parecer um tanto enigmático para os menos atentos, mas basta preencher o formulário e certificar-se de que a opção "Acesso aos conteúdos exclusivos" esteja selecionada.

O material reunido pelo Instituto Moreira Sales consiste em uma das mais importantes coleções do país, conservadas com o uso de técnicas especializadas e por profissionais extremamente competentes.

Dentre o acervo musical deste Espaço Cultural Virtual estão mais de dez mil obras produzidas entre 1902 e 1964, sendo Pixinguinha, Orlando Silva, Carmem Miranda e Noel Rosa alguns dos nomes de compositores e intérpretes disponíveis.

Iniciativas do tipo são raras em nosso país e o mérito do projeto é inequívoco, mesmo não sendo a Internet um meio tão democrático quanto todos nós gostaríamos que fosse.

Cadastrar-se não só oferece a oportunidade de fruir esse conteúdo exclusivo e raro disponibilizado pelo instituto, mas passa ao IMS a mensagem de que estão no caminho certo e de que o empenho em desenvolver este tipo de projeto não é em vão.

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (2)
Categoria: Espaços Culturais

setembro 02, 2004

Livros sob demanda

Outro dia procurei "Impressões e Provas", de John Dunning e nada. Esgotou na editora.

Uma vez que prefiro ir até a livraria comprar no lugar de comprar na internet, minha vida fica muito mais difícil que a do ser humano médio.

Seja como for, achei muito chato que esse tipo de coisa possa ocorrer e, por causa disso, talvez nunca mais fosse possível encontrar este livro.

Pois é... mas uma galera boa resolveu dar um jeito nesse problema e criar, aqui no Rio, uma livraria chamada Armazém Digital, uma livraria diferente onde o leitor pode - caso o livro não mais exista para vender em lugar nenhum - baixar o material e sair de lá com uma edição em capa dura da tão procurada obra.

A loja é em Botafogo e já tem mil itens em seu acervo, pretendendo chegar em breve a cinquenta vezes isso.

Segundo Jack London, carioca de 55 anos e idealizador do projeto, potencialmente o acervo pode chegar a cinco milhões de títulos.

A Embratel, patrocinadora do empreendimento, entrou com três milhões de reais para viabilizar a idéia.

London sugere a relação entre sua idéia e o tema de um conto de Jorge Luis Borges, de 1939, que descrevia "Um lugar onde todos os saberes são possíveis".

O Armazém digital se localiza no Rio Plaza Shopping (antigo Off-Price), General Severiano, 97, Botafogo.

Bruno Accioly

Sarcasmeie você também (0)
Categoria: Espaços Culturais